O Black Sabbath passará em terra brasilis no dia 2 de dezembro e, infelizmente, se apresentará na Apoteose, onde o nada se encontra com o lugar algum. A Apoteose tem uma péssima acústica, fica na entrada para o Centro do Rio de Janeiro e grande parte do público ficará em pé. Os que ficarem sentados terão um grande torcicolo.
Bandas como o Black Sabbath tem de se apresentar em lugares melhores e não há nada mais apropriado ao Sabaath que o Maracanã, ainda que mutilado pelos projetistas e arquitetos da mediocridade. Esta banda, que é o pai ou um dos pais do metal, é uma lenda e como toda a lenda merece e tem que se apresentar em um lugar à altura e este lugar é o Maracanã.
"Ah, mas e o gramado?" O gramado é recuperável e o público de metal é o mais educado do showbizz. Chegam, assistem o show e, após o fim do mesmo, retiram-se com tanta ordem que o local se esvazia em poucos minutos.
"Ah, mas e o barulho?" A vizinhança atura carros tocando funk, esta nulidade fonográfica, aos berros, logo suportará numa boa um metal de excelente qualidade de músicos que são referência musical mundial, como Tony Iommi.
O maraca não é localizado entre o nada e o lugar algum, porque nas proximidades do estádio há um comércio para lançar mão caso necessário. Na Apoteose não. O espaço é melhor, o conforto idem e o material levado pelos ambulantes dentro do estádio é de boa qualidade.
O Black Sabbath merecia um lugar de seu quilate para se apresentar no Brasil, mas infelizmente o tacaram na Apoteose.
Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante
Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
Entrevista Sabaton
Antes de tudo,
obrigado pela entrevista, Sabaton.
Obrigado para você
também.
Vi as músicas
do CD na Wikipedia e algumas das batalhas eu nem ouvi falar, com
exceção da batalha de Termópilas. A batalha de
Bannockburn é sobre a independência da Escócia.
Quem é o ávido pesquisador da banda? Joakim ou Pär?
Somos ambos
pesquisadores, mesmo sendo eu quem começa a desenterrar a
maioria das histórias. Mas eu somente olho superficialmente.
Juntos ( Pär e Joakim) pesquisamos profundamente antes de
escrevermos uma canção.
Voltando ao CD
Heroes, como vocês descobriram toda aquela informação
sobre aqueles heróis no CD, especialmente sobre os soldados
brasileiros na faixa Somking Snakes? E sobre isso, obrigado, Sabaton
por lembrar destes bravos homens.
Bem, nós
somos expostos a toda hora a histórias. Dos fãs,
somente na internet, na TV, documentários e vários
outros lugares. E as histórias dos Smoking Snakes eu tenho na
minha própria livraria Saved Fort Hat e talvez um dia faríamos
um CD chamado Heroes. E, então, fizemos!
As mídias
digitais, como o Spotify e tantos outros estão sendo bons ou
ruins para Sabaton e Nuclear Blast? Quantos de vocês ainda
compram CD ou qualquer outra mídia física? Pergunto
isso porque eu compro CD's, incluindo Sabaton, como Heroes on Tour e
Swedish Empire Live CD/DVD e eu realmente não gosto desta
maneira virtual de adquirir música.
Claro que todos nós
apreciamos muito aqueles que compram a mídia física ou
os vinis. Também tentamos dar algo extra e tentamos fazer um
encarte bom e muito bem trabalhado, histórias aprofundadas
sobre cada música.
Li sobre as
edições recarregadas dos antigos CD's do Sabaton, como
o The Art of War. Acho que o fã ficará contente com
esta iniciativa. Quem teve esta ideia? A banda, Nuclear Blast ou
ambos?
Nós tivemos
esta ideia. Quando mudamos de gravadora em 2010, da Black Lodge para
a Nuclear Blast, tivemos a grande ideia de uma vez mais apresentar
essas músicas para os fãs que conseguimos nos últimos
CD's.
As
duas músicas de The Last Stand que vocês liberaram,
Shiroyama e Blood of Bannockburn são muito épicas, mas
com uma certa atmosfera de morte em batalha. Quando estas duas
músicas foram feitas, qual foi a sensação?
Quando
ouvi Blood of Bannockburn pela primeira vez, não havia gaita
de foles. Era mais um sentimento de rock clássico, com um
órgão hammond tocando sozinho e tal. Mas quando escrevi
as letras para ela, eu disse ao Joakim que
precisaríamos adicionar gaita de foles para a temática
e realmente ajudou.
Quem
teve a idéia da capa do CD? E quem é o artista e como
vocês ouviram falar dele?
Tivemos
a idéia de que a capa deveria representar diferentes
guerreiros que são típicos das canções.
Mas não do CD inteiro. Este é o motivo pelo qual nem
todas as músicas estão representadas. Queríamos
algo para surpreender também!
Thobbe
Englund esta saindo da banda. Como isto aconteceu? Vinha ocorrendo
por algum tempo ou não?
Thobbe
tem sido parte da banda por pelo menos 470 shows e quase 5 anos.
Logo, ele é um grande amigo do qual jamais me separarei. Mas
ele desejava trabalhar mais com a sua própria música e
também excursionar um pouco menos.
Consegui as datas
da turnê na América Latina através dos seus
informativos no Facebook e vocês estarão no Circo
Voador- RJ- Brasil. Que tipo de set list os fãs cariocas e
latino americanos poem esperar? Por favor, digam-me que vocês
tocarão The Price of a mile no Circo Voador, porque é
uma das minhas favoritas.
Droga, estamos muito
distantes da seleção de músicas. Não
temos a menor idéia de quais músicas do nosso novo
álbum serão as mais populares para serem tocadas. Mas
uma música do CD Heroes certamente será tocada.
Será
lançado um DVD do Sabaton, no Sabaton Open Air 2016, como um
adeus a Thobbe Englund?
Gravamos todo o
show, mas não será um lançamento dessa maneira.
Como é a
sua cidade natal, Falun, quando chega a hora de um novo festival
Sabaton Open Air, porque vi o seu show no Sabaton Open Air no Dvd
Heroes on Tour e ele é bem lotado. É sempre um lugar
calmo ou é agitado sem o Sabaton Open Air?
É normalmente
uma cidade pequena. Não tem tantos concertos. Num fim de
semana por ano, vira uma cidade do metal. Quando estamos com o
Sabaton Open Air.
Quais são
as maiores influências do Sabaton?
Metal clássico.
Judas Priest, Iron Maiden, Black Sabbath. Isso diz tudo.
Como vocês
acharam Tommy Johansson?
Atualmente,
perguntamos a ele logo em 2012 se ele queria se juntar à
banda. Mas, à época, ele estava muito ocupado com o seu
trabalho solo. Nos vimos em algumas festas e aqui e lá. Tommy
foi a vários shows do Sabaton através dos anos. Acho
que a primeira vez que Tommy foi a um show do Sabaton foi por volta
de dez anos atrás. Esse foi todo o tempo que ele seguiu
Sabaton.
Como estão as
coisas na Suécia, com esses ataques às mulheres suecas
pelos refugiados, porque eu li notícias bem perturbadoras
sobre isso. Aqui vai o link do artigo, mas está em português:
http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/europa/16682-2016-08-22-18-17-41.html
Bem,
está em toda a Suécia.
Esta
edição especial de The Last Stand, com um tanque do
Sabaton, é incrível. Pelo que pude ver, você pode
guardar os CD's no tanque ou o CD vem no tanque?
Você
pode guardar o CD dentro do tanque.
Por
que a música de entrada é The Final Countdown, do
Europe? É por causa da música, que é incrível,
para mim, pelo menos, ou é por causa de algo a mais?
Bem, nós
amamos Europe e eles sempre foram uma inspiração para
nós. Hoje em dia, mudamos para a nossa versão de In the
army now.
O que Sabaton tem
a dizer para os seus fãs brasileiros?
Vocês não
precisam esperar mais, ESTAMOS CHEGANDO.
sexta-feira, 21 de outubro de 2016
Delain- Moonbathers
A banda holandesa Delain, criada em 2006, já chega ao seu 5º CD, Moonbathers. Capitaneados pela dupla Charlotte Wessels e Martijn Westerholt, os holandeses realmente mostram que são um talento a ser respeitado e não apenas mais uma banda de metal sinfônico no mercado.
A primeira faixa, Hands of Gold, a mais pesada do CD, combina um excelente arranjo sinfônico com as guitarras da banda, que estão com um peso maior que o habitual e que conta com a vocalista do Arch Enemy, Alissa White-Gluz, é uma das melhores faixas do CD e que conta com fragmentos da Balada de Reading Gaol, do escritor Oscar Wilde.
As músicas Suckerpunch e Turn the Lights Out fazem parte deste CD e já tivemos um gostinho delas no EP Lunar Prelude.
A música The Glory and the Scum é bem melódica, enquanto que The Hurricane é uma bela balada e, para quem curte, vale a pena apertar o botão de repeat.
Em Scandal, temos uma excelente cover do Queen e que está anos luz do insosso Adam Lambert.
Sim, a capa é bonita e a sua arte está a cargo de Glenn Arthur.
Moonbathers vem em versão simples e com CD bônus. Garanta já o seu, que é diversão garantida.
sábado, 15 de outubro de 2016
Movel para CD- Caçando a arca perdida
Eu não se é só comigo, mas está muito difícil, para não dizer quase impossível, encontrar móvel próprio para CD. Sou e sempre serei um ávido comprador de CD's, ainda que serviços como Spotify virem uma febre, o que é péssimo para os artistas e gravadoras, como já comentei aqui - http://musicaqueempolga.blogspot.com.br/2016/03/gravadoras-atencao-redobrada-para-o.html - É algo sem sal. Ah, beleza, baixou o arquivo ou o CD inteiro ou ainda o ouve através destes mesmos serviços e aí?
A dependência do PC ou de dispositivos para transportar os arquivos de áudio é total e não há a maleabilidade de um CD para ouvir na sala de casa ou qualquer que seja o cômodo. Diante deste quadro, achar um móvel para CD que seja bom, pelo menos, é quase como buscar pelo Santo Graal.
As gravadoras continuam lançando CD's, as bandas saem em turnê para promovê-los ou divulgá-los, mas o bendito móvel, que é bom, continua descomissionado.
Não ligo para o espaço ocupado pelo móvel para CD's, mas me preocuparei quando o único lugar para guardá-los for no chão, por causa desta falta imbecil de móvel para CD.
A dependência do PC ou de dispositivos para transportar os arquivos de áudio é total e não há a maleabilidade de um CD para ouvir na sala de casa ou qualquer que seja o cômodo. Diante deste quadro, achar um móvel para CD que seja bom, pelo menos, é quase como buscar pelo Santo Graal.
As gravadoras continuam lançando CD's, as bandas saem em turnê para promovê-los ou divulgá-los, mas o bendito móvel, que é bom, continua descomissionado.
Não ligo para o espaço ocupado pelo móvel para CD's, mas me preocuparei quando o único lugar para guardá-los for no chão, por causa desta falta imbecil de móvel para CD.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Vida longa ao CD
Eu não abro mão de comprar um CD e passar a baixar ou ficar só com arquivos digitais de músicas no meu PC. Fico de olho nas pré-vendas, nas comunicações dos meus artistas favoritos quando eles estão prestes a lançar algo novo, para curtir o CD, abrir o seu encarte e ler as letras das músicas, ver quem produziu, os patrocínios da banda.
Na parte das Óperas-Metal / Rock é quando você retira o encarte da tampa da caixa do CD para ler a história, ver qual vocalista que interpreta qual personagem e qual parte da história você acha mais interessante e sim, a arte do encarte que conta bastante.
E quando o seu artista favorito vem ao Brasil e você tem os meios de lhe pedir um autógrafo, você leva o encarte, porque, afinal, fica muito difícil, eu diria impossível, você levar a CPU toda para ser autografada ao show da sua banda favorita, porque, afinal, não estão todos os arquivos baixados ali? Sim, estão todos separados por pastas no windows, mas onde está aquela mídia física que lhe permite sacar uma slip case, um encarte para um autógrafo? Não existe, porque todos os CD's que você diz ter na verdade você não tem e sim possui um grupo de arquivos no computador que precisam de um programa para rodar ou um aparelho moderno onde você os coloca para ouvir, seja através de um simples fone ou um fone com bluetooth e assim você fica confinado a tão limitadas alternativas.
Esta limitação não se aplica ao CD, porque tendo um som em casa, você pode escutá-lo sem precisar ligar qualquer dispositivo moderno feito nos dias de hoje. Com o CD, você pode fazer uma escolha simples: Qual CD ouvirei hoje e sacá-lo de sua estante. Não há mídia musical melhor que um CD.
Longa vida ao CD, que não é limitado ao PC, celular, Ipad, Ipod e outros dispositivos afins e que ainda lhe permite conseguir um autógrafo do seu artista favorito, coisa que nenhum arquivo digital lhe dará.
domingo, 9 de outubro de 2016
Coisas que perdemos por ignorância- Threshold
A banda britânica de prog metal corre por fora, um pouco ofuscada por nomes como Dream Theater e Symphony X, mas, apesar disso, segue firme, lançando trabalhos de qualidade, aliando o peso com a distinta classe inglesa.
Esta banda, oriunda da cidade de Surrey, Inglaterra, está na estrada desde o final dos anos 80, não deixa a peteca cair e lança um CD excelente após o outro, como Critical Mass, Subsurface, Dead Reckoning, com Andrew "Mac"McDermott que cantava com uma empatia espantosa e uma interpretação muito emotiva da música, como em Narcissus, no CD ao Vivo Critical energy e na faixa Flags and Footprints.
Agora, a banda britânica conta novamente e, espero, permanentemente com Damian Wilson nos vocais, com dois CD's lançados, March of Progress e For The Journey.
Em 2015, pela Nuclear Blast, foi lançado European Journey, que faz um registro da turnê de promoção de For The Journey, sendo gravado em diferentes países europeus.
Veja um vídeo de Watchtower of the Moon e de Lost In Your Memory.
Veja um vídeo de Watchtower of the Moon e de Lost In Your Memory.
sábado, 1 de outubro de 2016
Músicas que não saem da cabeça- III
As músicas que marcam a vida de uma pessoa nunca envelhecem, nunca se desgastam e, a cada audição, elas parecem ainda inéditas e este é o grande e bom ponto dessas músicas que nunca saem da cabeça.
Scorpions
A banda alemã tem em seu repertório algumas músicas que simplesmente grudam e não saem mais da memória. Temos Big City Nights, Winds of Change, Still Loving You e uma mais recente, a belíssima The Good Die Young, com participação de Tarja Turunen.
O vocal imbatível de Klaus Meine contribui e muito para que essas músicas permaneçam sempre em nossas melhores lembranças.
Soul Sirkus
Lamentavelmente, não há mais Soul Sirkus. O vocalista Jeff Scott Soto aqui canta, como sempre, muito bem e as músicas deste CD são uma maravilha e aqui fica a minha decepção pela não continuidade deste excelente projeto. Temos Soul Goes On, Periled Divide, Soul Goes On e Friends 2 Lovers. Quem tem este CD, sabe que é o único de sua espécie.
Avantasia
Sim, temos músicas grudentas do Avantasia sim. Então, vamos fazer uma volta no tempo até o primeiro CD, Avantasia- The Metal Opera. Neste CD, temos Reach Out for the Light, Serpents in Paradise, Avantasia e Sign of The Cross, músicas que ainda ouço, diante da garra colocada nessas músicas.
Já no CD, simplesmente intitulado parte II, temos Neverland e Into the Unknown, com uma jovem e ainda não tão famosa Sharon Den Adel.
Pulamos alguns anos e vamos ao The Scarecrow, que já na sua primeira faixa, já conta com uma excelente música, Twisted Mind, com a participação especialíssima de Alice Cooper. A partir daí, vamos para Lost in Space, Carry me Over, The Toy Master e Shelter from The Rain.
O segundo desta trilogia é o The Wicked Symphony e, como o seu predecessor, já começa a toda na música título, com um arranjo orquestral muito bom, para emendar num metal de primeira qualidade. Em seguida, temos Dying for an Angel e Runaway Train.
No mesmo ano, temos Angel of Babylon, terceira parte da trilogia iniciada com The Scarecrow, e vamos de Stargazers, indo a Angel of Babylon e , por fim, Simphony of Life, com Cloudy Young, que fez parte de Avantasia - The Flying Opera.
Passam alguns anos e o artista alemão Tobias Sammet nos presenteia com mais um CD do Avantasia, The Mistery of Time. Temos as músicas que mais parecem chiclete Spectres, Sleepwalking, Savior in The Clockwork e The Watchmaker Dream.
Finalmente, chegamos naquele que, para mim, é um dos melhores deste ano, Ghostlights. já começa bem com Mistery of a Blood Red Rose, temos a pesada e sombria Seduction of Decay, Draconian Love, a bela e delicada Isle of Evermore, que tem o retorno de Sharon Den Adel ao projeto após mais de dez anos e Unchain the Light.
A boa música sempre traz clássicos.
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