Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Injustiçados

Eu sei que este título parece coisa daqueles reality shows onde alguma "celebridade" a lá Tico Santa Cruz aparece para chorar as suas pitangas, mas é para tratar de CD's ou artistas que, embora sejam bons ou dêem conta do recado, acabam torcendo o nariz de alguém. Sem embromação, vamos aos candidatos.


Dream Theater- The Astonishing



Este CD pode até ser um tanto quanto longo, com 34 faixas, mas são 34 faixas muito bem compostas, arranjadas e com melodias contagiantes, além de uma vocalização muito da bem inspirada de James La Brie. É um perfeito exemplo de boa música, combinada com arranjos ousados e uma verdadeira aula de Ópera Rock e que ao vivo ficou ainda melhor. Confira.






Myles Kennedy


O vocalista da banda Slash Featuring Myles Kennedy and The Conspirators é um injustiçado. Ele não é um vocalista excepcional, mas não é péssimo como um Mick Jagger. No CD /DVD Live At The Roxy 9.25.14, ele cantou muito bem as músicas do set e na faixa Bent to Fly, ele deu um show, ao alternar vocais em tom de despedida ou melancólicos, alem de sua voz combinar com o instrumental do grupo.





Jeff Scott Soto


Este excelente cantor (sim, ele é acima da média) fez parte da banda de Malmsteen Rising Force lá em 1984 e 1985 e é um injustiçado por não continuar no Journey. Eu não tenho nada contra Arnel Pineda, mas Scott Soto é muito melhor que ele e o vídeo de quando ele cantou algumas músicas do Queen demonstra o absurdo talento deste artista ( mané Adam Lambert o quê), mas infelizmente não ficou no Journey e, por incrível que pareça, nem no Queen. Na banda Soul Sirkus, as agendas ficaram no caminho e, infelizmente não vingou e somente lançou um CD, World Play.







Ainda há outros injustiçados no mundo do rock e se souber de alguém mais, avise, para tentarmos fazer alguma justiça.







segunda-feira, 25 de julho de 2016

Thobbe Englund sai do Sabaton

O guitarrista Thobbe Englund deixa a banda sueca Sabaton. Ele fará falta. Segue o link do comunicado da banda:

http://www.sabaton.net/thobbe-englund-leaves-sabaton/

domingo, 24 de julho de 2016

Somos mais felizes.

Eu vi esta pesquisa faz algum tempo e ela faz todo o sentido. O fã de metal é o mais feliz dentre todos os outros fãs de outros estilos musicais e isto é um fato.

Somos mais inteligentes, perspicazes, e mais fieis às nossas mulheres e as mulheres headbangers são mais fieis aos homens delas, fãs também do estilo. Quando vamos a um show de nossas bandas favoritas ou a um festival de metal, é pra assistirmos as nossas bandas e/ou artistas favoritos com aquela expressão de quem ganhou a F-1 e curtimos o show como se não houvesse amanhã, porque você não sabe quando irá ver o seu artista favorito novamente, mas aquela vez é como se fosse a primeira, ainda que seja a terceira, 4ª, 5ª e etc. e quando o show acaba, voltamos para as nossas casas com a sensação de dever cumprido.

O mais importante é que não quebramos as roletas que coletam os ingressos que nós compramos com o nosso suado dinheiro, fruto do nosso trabalho e sim os entregamos a quem de direito que está responsável pela coleta dos ingressos, para podermos assistir aquele show daquela banda que tanto queremos ver. Quando os seguranças, por segurança do local onde acontecerá o show, passam o detector de metal e executam uma revista, não fazemos cara de muxoxo ou criamos caso. Aceitamos, porque é o certo a ser feito e para podermos curtir o show tranqüilamente.

Usamos as ditas redes sociais para saber quando o nosso artista favorito lançará o seu mais novo CD, se ele virá ao nosso país naquele ano ou no ano seguinte e onde eles se apresentarão.

Se, ainda assim, não acredita que o fã de metal é o mais tranqüilo e centrado de todos, é porque você está preso àquela visão tola de que somos desordeiros e que nunca viu a histeria em massa de fãs de Britney Spears ou de qualquer artista/ banda da modinha atual.

domingo, 17 de julho de 2016

Tarja- The Brightest Void


A vocalista finlandesa Tarja Turunen, na esteira de seu novo CD, Shadow Self, lançou um aperitivo, The Brightest Void, onde a cantora pôs algumas músicas que sobraram e não constam no set de Shadow.

É inegável que a finlandesa tem talento de sobra, mas na faixa Bitter End, a artista usa a própria voz como um instrumento para dar à música a melodia que faltava em meio as guitarras pesadas, tornando esta faixa  de muito bom gosto. O dueto com Michael Monroe, do Hanoi Rocks é um destaque do album, devido à contraposição das vozes de Turunen e Monroe, numa música bem rock and roll.Já a faixa Eagle Eye, onde a finlandesa canta com o seu irmão, Toni, é a mais insossa do CD, porque a paixão que ela canta a letra da música, falta ao irmão, que não empolga quando executa a sua parte. A música  Goldfinger, tema do filme 007 Contra Goldfinger é o  ponto alto, onde Tarja esbanja classe nesta nova versão, com direito a arranjos orquestrais e com a sua voz marcante.

No saldo geral, é um lançamento que vale a pena ter.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Rio 2016- Medíocres no topo.








Corram para as montanhas. Anitta, a tenebrosa arauta da mediocridade, a porta voz do quanto pior, melhor, cantará ( se é o que ela faz pode ser denominado como cantar, pobre coitada) nas olimpíadas Rio 2016. É realmente a premiação do dito "estilo musical" natimorto, onde todos os garranchos fonográficos, se sobreviver à experiência, caso tenha a coragem de um suicida, de ouvir tal assassinato ao tímpano alheio, porque, bem no razo, tudo o que está no funk tem a linha de freqüência de um aparelho ligado a um coração morto, aquela linha reta onde nada pulsa. Tudo nele é nulo, porque não tem ritmo, arranjo, letra que preste e é o ápice da mediocridade humana. As batidas são padronizadas, iguais, sem variação alguma e é igual a ouvir um disco de metal extremo, porque aquela linha morta está presente em ambos os estilos, aquele padrão morto que se esconde, no caso do metal extremo, debaixo de toda aquela barulheira que vai do nada ao lugar algum.

Onde estão os verdadeiros interpretes da mpb? Cadê Dori e Danilo  Caymmi? É Rio de Janeiro, poxa, local onde pertence a música Samba de Avião,  de Tom Jobim, mas, desde que o estado bagunça veio com essa piada de mal gosto que funk é patrimônio cultural do estado do Rio de Janeiro, vale tudo. Até por uma coitada num palco olímpico.




Este era o meu Rio de Janeiro.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Retornos II

Quando determinadas bandas e/ou projetos saem de cena, é criado um vácuo que não será preenchido tão cedo e fica aquela saudade da banda que acabou, por quaisquer razões.


ACCEPT


Esta banda alemã possui um som poderoso, consistente e já esteve num prolongado limbo musical, infelizmente. Embora não conte com o baixinho Udo nas suas fileiras, a entrada do norte-americano Mark Tornillo não deixa a peteca cair, porque a banda não só não perdeu a sua identidade, como voltou revigorada e a prova maior são os CD's Blood of Nation, Stalingrad e Blind Rage. É realmente muito bom ver o retorno de um medalhão do metal mundial voltar à atividade e com tudo. 





AVANTASIA

O projeto Avantasia está nesta coluna devido ao hiato entre o segundo CD, The Metal Opera Part II e The Scarecrow, com seis anos anos de diferença entre o lançamento de um e outro, porque foi um lapso temporal muito extenso entre estes dois lançamentos. The Scarecrow ainda teve dois sucessores, The Wicked Symphony e Angel of Babylon e gerou uma turnê e uma caixa ao vivo, The Flying Opera, que contém um DVD do Show, outro dos bastidores e um CD duplo. Para quem tornou-se fã, é um item obrigatório. Este projeto ainda rendeu mais dois CD's, The Mistery of Time, em 2013 e Ghostlights em 2016, que rendeu mais uma turnê, bem sucedida, vale mencionar e outra passagem pelo Brasil, na cidade de São Paulo e aqui vai uma amostra da boa música tocada pelo Avantasia.







Quanto ao Guns, só considerarei um retorno deles, quando voltarem Matt Sorum ou Steve Adler, Gilby Clarke e Dizzy Reed. Slash, Duff e Axl não representam o retorno do Guns, como querem vender, devido à falta dos supracitados.

Por problemas no PC, esta postagem demorou um pouco e agora a peridiocidade deste blog se manterá.

sábado, 2 de julho de 2016

Retornos I

Ninguém nunca gosta quando o seu artista favorito abandona a música para se dedicar a outras atividades, especialmente quando este mostrou ser extremamente talentoso no cenário musical ou quando aquela banda que você curtia separou-se por brigas internas e seus integrantes seguiram caminhos diferentes.

Algumas bandas e /ou artistas voltam ao cenário ou por amor à boa música ou saudades do público que o consagrou ou até mesmo pelo chamado do dinheiro, porque as turnês de reunião são chamariz para milhares de pessoas. Vamos à lista de quem saiu do cenário, mas voltou.



Michael Kiske


Eu não tenho outra palavra para descrevê-lo, pois este cantor alemão é excelente. Seja no Place Vendome, Avantasia, Unisonic ou com a cantora norte-americana Amanda Sommerville, ele é um dos melhores vocalistas de metal que já tive o prazer de ouvir e no Helloween ele arrebentava, como é mostrado nos vídeos abaixo:



Infelizmente, este artista fenomenal afastou-se durante um tempo das turnês,e  em 2000, no primeiro CD do projeto Avantasia, de outro músico alemão, Tobias Sammet, lá estava ele, sob o pseudônimo de Ernie, no primeiro CD, cantando com o seu inconfundível timbre e sempseudônimo algum no segundo CD, não deixou a peteca cair, mostrando que o talento e a voz potente não sumiram, apenas deram um tempo. Kiske, hoje, está presente tanto no Avantasia, quanto no Place Vendome, Unisonic e lançou recentemente mais um CD do duo Kiske / Sommerville, City of Heroes.

Vê-lo ao vivo, ao lado do Noturnall, no Rock in Rio, foi uma experiência incrível e atestei que ele é um dos melhores vocalistas da atualidade. Kiske /Sommerville.



Soundgarden


Esta banda de Seattle marcou época no surgimento do grunge, com Black Hole Sun, com as guitarras precisas e Kim Thayil e os vocais de Chris Cornell e tinha um som constante, inquieto e as suas músicas nunca caíram no lugar comum da repetição e da chatice. Quando li sobre a sua ruptura, fiquei chateado, porque era uma excelente banda e agora que eles voltaram, está tudo beleza. Os vídeos não me deixam mentir.





Os que gostam de gritar "o Rock está morto, etc., a plenos pulmões, podem esquecer. Ele está mais vivo do que nunca e o Soundgarden também, neste King Animal, que já entrou na lista de compras do mês que vem.