Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Metallica - Hardwired... To Self Destruct



confesso que não esperava um bom CD do Metallica ou dois, mas quando comprei o seu mais recente lançamento, Hardwired...To Self Destruct. Mas, logo na primeira audição do CD, dei com os burros n'água.

A primeira faixa, Hardwired, já desfez esta minha má impressão, porque ela foi curta e grossa e rápida pra caramba, me lembrando da banda na época do Ride The Lightning. Já Atlas Rising, embora mais devagar, traz um peso que eu nunca vi nos seus lançamentos anteriores e sem a mentalidade " vamo batê lata" de Lars Ulrich.

E em Moth in a flame, temos a dupla Hammet / Hetfield funcionando a toda, num entrosamento excelente, dando a esta música uma excelência neste primeiro CD, mas ainda, para mim, não é a melhor deste novo álbum.

Dream no more, mais cadenciada, aposta mais no peso que na velocidade, com um Kirk Hammet afiado nas sete cordas e com um solo que dá gosto de ouvir e nesta faixa temos uma leve distorcida nos vocais de James Hetfield, que dá um tom um pouco sombrio a esta música.

E assim chegamos à pérola deste CD 1, que é Halo on Fire. Pesada, embora não tanto quanto Atlas Rise e, ainda assim, muito boa. Temos peso sim, melodia e um trecho onde as guitarras se encontram e lá vem novamente Hammet e seus solos precisos como uma flecha. E o que todas as faixas têm em comum? Foram feitas por uma banda que redescobriu o prazer de tocar metal e que não deve nada a ninguém.

E assim vamos ao CD 2, que começa bem com Confusion, que de confusa nada tem. Esta já começa com uma batera e guitarra a lá Eye of the Beholder e a semelhança acaba aí. Esta música, embora seja mais uma bem cadenciada, possui um peso bem incomum para o Metallica de hoje, mas este é um fator que possibilita a curtir muito esta faixa do segundo CD e que, quando pelo seu meio parece que vai acalmar um pouco, ah, doce ilusão, porque furiosa ela permanece. Mais um ponto positivo para Hardwired.

O prêmio faixa que não decola vai para ManUnkind, que parece que decolará durante toda a sua duração, mas que nem sai do chão. Até é legal, mas não empolga como a sua antecessora. Here Comes The Revenge mal começa e já lhe dá vontade de cantar junto REVENGE.

O Metallica, apesar de, talvez, ter imitado o Iron Maiden com esta ideia de dividir as músicas em dois CD's, o fez bem, porque deu à banda espaço para botar músicas boas, com algumas excelentes. Estes 8 anos entre Death Magnetic e Hardwired valeram a pena, porque eles voltaram com tudo.


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