O Iron Maiden fez um show onde o vocalista Bruce Dickinson não pode falar palavrão e não balançou a bandeira britânica na música The Trooper, fazendo, ao invés disso, um gesto de mãos vazias.
Tal impropério com a banda, consagrada mundialmente, ocorreu na China comunista, onde a internet é limitada, a opinião contra o regime é crime e a democracia lá é inexistente, mas , segundo a esquerda, é um pedaço do paraíso na terra.
Por outro lado, o maiden poderia também ter se recusado a se apresentar naquele país e assim evitar esta censura desavergonhada, mas escolheu ir lá e assim mereceu este desrespeito.
Se tal censura fosse nos EUA de Trump, numa Inglaterra hipotética de Farage ou qualquer outro conservador, as redes sociais estariam cheias de reclamações, defesas da banda, dizendo que Dickinson falar palavrão era normal e que The Trooper sem bandeira britânica não é The Trooper, mas como foi na China, está tudo mudo.
A dita rebeldia headbanger é pura covardia e conveniência.
Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante
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sábado, 31 de dezembro de 2016
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Coisas que perdemos por ignorância- Royal Hunt
A banda fundada pelo multi-instrumentista André Andersen está na estrada desde 1989 e, embora tenha um som classificado como metal progressivo, eles executam desde o próprio metal progressivo, um hard rock /aor de muito bom gosto, metal e, claro, rock and roll, às vezes separadamente, às vezes tudo junto e tal fusão de estilos torna esta banda um verdadeiro espetáculo, seja nos álbuns de estúdio ou nos CD's ao vivo e tudo funcionando de maneira azeitada como uma máquina sob a pilotagem de Andersen.
A posição de vocalista já foi ocupada por cantores como Mark Boals e D.C Cooper, tendo o segundo voltado à banda desde o CD Show me How To Live e já gravou mais dois CD's, A Life to Die For e Devil's Dozen.
A música presente nos CD's não segue formula alguma estabelecida e a sua audição é sempre prazerosa, devido aos teclados e Andersen e à guitarra um tanto partida de Jonas Larsen e ao vocal inconfundível de Cooper, embora eu prefira que Mark Boals continuasse na banda, devido ao que ele apresentou no CD X.
Em Half Past Loneliness e Sign of Yesterday, vemos o quanto de feeling Cooper põe nas músicas da banda, tornando-as - outras também- muito bonitas de se ouvir.
Se ainda não conhece Royal Hunt, vá na fé e curta.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
Músicas que não saem da cabeça- Edição natalina-I
E assim caminhamos para mais um episódio da séria série, que mostra aquelas músicas que simplesmente marcam uma vida e teimam em sair da sua cabeça.
HEART
Sim, as irmãs Wilson figuram novamente nesta série, porque elas têm um repertório bom pra caramba e vamos de These Dreams, que é uma balada bem composta, com um instrumental sólido e a dupla de irmãs cantando com uma desenvoltura ímpar. Vale a pena conhecer e curtir muito a competência delas.
https://www.youtube.com/watch?v=41P8UxneDJE
NIGHTWISH
A banda finlandesa está com tudo hoje em dia. Show no Rock in Rio 2015, lançamento próximo de seu mais novo DVD /Blu Ray /CD ao vivo, Vehicle of Spirit, que registra dois shows da turnê de promoção do Endless forms most beautiful, em Wembley e em Tampere, na Finlândia.Então, vamos às músicas, que é o que interessa.
Nemo
Uma das mais bonitas músicas da banda e, embora melancólica, é cantada pela insuperável Tarja Turunen neste show gravado para o DVD End of an Era. Tem peso, tem melodia e uma vocalista fora do comum.
https://www.youtube.com/watch?v=sS3etekr54k
Dead Boy's Poem
Outro musicão do Nightwish, do CD Wishmaster e Tuomas mostra porque é um excelente compositor. O teclado, junto de uma voz infantil de um menino, dá uma carga emocional maior a esta que é para mim uma das melhores deste CD.E , claro, com uma das melhores cantoras do mundo, Tarja.
https://www.youtube.com/watch?v=5cJXoi5dRk4
Storytime
Avançando um pouco no tempo, vamos para storytime, com a cantora do finado After Forever, Floor Jansen. Embora ela não se saia muito bem nas músicas que a Tarja cantou, na música Storytime, ela foi excelente e a sua voz está afiada e ela deu um vigor a mais a esta composição.
https://www.youtube.com/watch?v=pvkYwOJZONU
Ainda temos I want my tears back, onde temos Troy Donockley e a sua gaita irlandesa, um, segundo o próprio, instrumento insanamente difícil de tocar e ele o domina, ao dar um ar medieval a esta música.
https://www.youtube.com/watch?v=ga-hR7CYbwQ
Alannah Myles
Confesso que só conheço esta música da artista canadense, mas esta foi feita com um senhor comprometimento. Uma das músicas mais rock and roll que já tive o prazer de descobrir através da radio. A moça canta bem pra caramba, a música tem vida, coisa rara hoje em dia em relação às novas bandas de rock queridinhas das revistas capricho da vida.
https://www.youtube.com/watch?v=tT4d1LQy4es
Symphony X
Uma das melhores bandas de metal progressivo da atualidade, os norte-americanos do Symphony X tem a sua cota de músicas que não saem da cabeça e começamos pela mais atual, to hell and back, do seu novo CD, Underworld.
https://www.youtube.com/watch?v=QzJSUDTSE8s
Egypt
Uma das músicas mais progressivas da banda, esta música é mais melódica que pesada e faz parte do CD V, the new mithology suit. Esta faixa mostra que esta banda estava destinada a vôos mais altos e foi o que aconteceu. Se ainda não comprou este CD ou não conhece a banda, não perca tempo.
https://www.youtube.com/watch?v=Lkpj0pL-NUw
Odissey
Esta é uma das mais longas músicas presentes em um CD que já tive o prazer de ouvir. É épica, é sombria, é pesada e tem melodia. Inspirada pelo conto de Ulisses.
https://www.youtube.com/watch?v=J26jHVI_oos
Depois, tem mais.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
O headbanger pode ser conservador sim
Eu li, alguns dias atrás, no site wikimetal, que não é possível ser conservador e headbanger, que é como misturar água e óleo.
Sim, o metal é contestador, não aceita que lhe digam o que fazer ou o que ouvir. Mas, se é contestador, onde está o metal para ir contra o islã ou contra os estupros coletivos feitos por muçulmanos nos países europeus que acolheram refugiados? Onde está este mesmo vigor rebelde, que bate no peito com orgulho, mas que na hora de se rebelar contra o politicamente correto e o estabilishment globalista, maior inimigo do metal e do rock, ficam calados?
A extinta União Soviética tinha uma lista de bandas e artistas, de metal, rock e outros gêneros musicais que seriam proibidas nos países que faziam parte deste bloco genocida. Eu não me lembro de todos que estavam nesta lista, mas me lembro sim que Judas Priest e Van Halen estavam listadas como bandas perigosas para a mente jovem da época, por conter músicas que continham letras de conteúdo anti-soviético. Os países muçulmanos como o Irã não permitem que se escute metal ou rock, sob pena, provavelmente, de acordo com as leis muçulmanas, de prisão ou até mesmo algo pior, mas não vejo também a dita " rebeldia" headbanger" contra tal afronta ao livre arbítrio perpetrada por teocracias como o Irã.
Sim, há headbangers conservadores, de direita, eleitores do Deputado Jair Bolsonaro e leitores de Olavo de Carvalho que contestam a palhaçada politicamente correta, o esquerdismo relativista, brigam contra o multiculturalismo que só traz chagas para o povo europeu, com os saques, quebradeiras e estupros coletivos feitos por muçulmanos, que, aliás, apedrejariam um headbanger sim, porque veriam nele um infiel.
Antes um headbanger de direita do que um panaca lobotomizado pelo politicamente correto, com camisa de Ernesto Guevara e que se diz contestador.
Contestador de nada.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Metallica - Hardwired... To Self Destruct
confesso que não esperava um bom CD do Metallica ou dois, mas quando comprei o seu mais recente lançamento, Hardwired...To Self Destruct. Mas, logo na primeira audição do CD, dei com os burros n'água.
A primeira faixa, Hardwired, já desfez esta minha má impressão, porque ela foi curta e grossa e rápida pra caramba, me lembrando da banda na época do Ride The Lightning. Já Atlas Rising, embora mais devagar, traz um peso que eu nunca vi nos seus lançamentos anteriores e sem a mentalidade " vamo batê lata" de Lars Ulrich.
E em Moth in a flame, temos a dupla Hammet / Hetfield funcionando a toda, num entrosamento excelente, dando a esta música uma excelência neste primeiro CD, mas ainda, para mim, não é a melhor deste novo álbum.
Dream no more, mais cadenciada, aposta mais no peso que na velocidade, com um Kirk Hammet afiado nas sete cordas e com um solo que dá gosto de ouvir e nesta faixa temos uma leve distorcida nos vocais de James Hetfield, que dá um tom um pouco sombrio a esta música.
E assim chegamos à pérola deste CD 1, que é Halo on Fire. Pesada, embora não tanto quanto Atlas Rise e, ainda assim, muito boa. Temos peso sim, melodia e um trecho onde as guitarras se encontram e lá vem novamente Hammet e seus solos precisos como uma flecha. E o que todas as faixas têm em comum? Foram feitas por uma banda que redescobriu o prazer de tocar metal e que não deve nada a ninguém.
E assim vamos ao CD 2, que começa bem com Confusion, que de confusa nada tem. Esta já começa com uma batera e guitarra a lá Eye of the Beholder e a semelhança acaba aí. Esta música, embora seja mais uma bem cadenciada, possui um peso bem incomum para o Metallica de hoje, mas este é um fator que possibilita a curtir muito esta faixa do segundo CD e que, quando pelo seu meio parece que vai acalmar um pouco, ah, doce ilusão, porque furiosa ela permanece. Mais um ponto positivo para Hardwired.
O prêmio faixa que não decola vai para ManUnkind, que parece que decolará durante toda a sua duração, mas que nem sai do chão. Até é legal, mas não empolga como a sua antecessora. Here Comes The Revenge mal começa e já lhe dá vontade de cantar junto REVENGE.
O Metallica, apesar de, talvez, ter imitado o Iron Maiden com esta ideia de dividir as músicas em dois CD's, o fez bem, porque deu à banda espaço para botar músicas boas, com algumas excelentes. Estes 8 anos entre Death Magnetic e Hardwired valeram a pena, porque eles voltaram com tudo.
sábado, 3 de dezembro de 2016
Doro- Strong and Proud- 30 years of Rock and Metal
A cantora alemã Doro Pesch, neste novo lançamento, comemora 30 anos de carreira, com toda a pompa e circunstância que merece e cercada de convidados especiais de primeira linha como Udo Dirkschneider, Lordi, Sabina Classen, Chris Caffery e Hansi Kürsch. O Blu Ray 1 está dividido entre os shows da Rainha do Metal ( título merecido) no Wacken Open Air 2013 e na sua cidade natal, Dusseldorf, com orquestra, para embelezar mais as suas músicas, e sem orquestra, que nada deve ao primeiro.
O set list está abrangente, com músicas antigas da carreira da artista alemã às mais recentes, de seu último trabalho, Raise Your Fist. Neste seu mais novo registro ao vivo, também vemos o carinho que a Rainha do Metal tem para com os seus fãs, seja indo para a galera ou estando ao lado de fãs que estão colados no palco.
No 2º Blu Ray, temos uma extensa entrevista nos bastidores da turnê comemorativa de 30 anos de carreira de Doro, com depoimentos dos membros da banda, da própria Doro e de alguns dos convidados, com legendas em inglês e, caso alguém fale, em alemão.
As músicas que ficaram de fora do primeiro disco estão neste e a edição poderia muito bem ter posto todo o show, tanto o clássico quanto o rock num disco só, num desmembramento desnecessário, mas que não reduz nem um pouco os atrativos deste lançamento. Quer um bom rock /metal? Então tenha este lançamento nas mãos e balance a cabeça.
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