Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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domingo, 28 de agosto de 2016

Sabaton- The Last Stand



A banda sueca de power metal, Sabaton, acabou de lançar mais um CD, The Last Stand, a útima batalha.
Neste novo álbum, estão presentes faixas que nos levam de volta às mais famosas batalhas finais da história, como a de Thermópilas, que serviu de base para o filme 300, de Zack Snyder e a Batalha de Bannockburn, na Escócia, em 1314. O tom conceitual do CD nos presenteia com canções fortes, épicas, onde a banda caprichou para levar o ouvinte a esses conflitos finais, com um vocal inspirado de Joakim Brodén, que canta como se estivesse passado por estes confrontos em pessoa.

A capa, auto-explicativa, engloba os espartanos à história contemporânea e as faixas que compõem o álbum seguem a mesma fórmula e ainda servem como fonte para que nós mesmos pesquisemos as batalhas listadas no CD na internet.

Quando ouvir a primeira música, deixe-se levar até a Grécia antiga, para lutar junto dos Espartanos contra os Persas e já reserve o seu ingresso para os shows que a banda sueca fará no Brasil.

Este lançamento vem em digipack com DVD e em versão Ear Book um CD ao vivo, além do DVD.

sábado, 27 de agosto de 2016

Tarja Turunen




Tarja Turunen, nascida na Finlândia, é uma cantora lírica e dona de um talento incomum no meio do metal.

A sua carreira iniciou-se na banda Nightwish, onde ela mostrou o seu grande talento em músicas como The Riddler, no album Oceanborn, para mim o melhor do Nightwish até hoje, na música Ever Dream e na cover de o Fantasma da Ópera, de Andrew Lloyd Weber, em Century Child e em Creek Mary's Blood, de Once. 

A sua saída da banda finlandesa foi conturbada, para dizer o mínimo. Um dos últimos shows dela com a sua antiga banda foi registrado no DVD e CD End of an Era, onde vemos todo o carisma da cantora, na reação do público quando ela entra no palco.

A sua carreira solo é recheada de excelentes músicas e álbuns, como Boy and The Ghost e a vibrante Die Alive, de seu primeiro CD solo, My Winter Storm, Nayad, Until my Last Breath e Little Lies, de What Lies Beneath, Victim of Ritual, Lucid Dreamer, Deliverance e Medusa, com Justin Furstenfeld, de The Brightest Void nós temos Your Haven and Your Hell, uma espetacular música de rock and roll, com Michael Monroe, da finada banda Hanoi Rocks, e a excelente versão de Goldfinger, de John Barry, que, à época do filme, foi cantada magistralmente pela Dama Shirley Bassey. 

Em The Shadow Self, há a música inicial, Innocence e o petardo do álbum, Demon in You, com Alissa White-Glutz ( Arch Enemy, Kamelot), Love to Hate, a espetacular versão de Supremacy, da banda Muse, a delicada canção The Living End e Undertaker. É deste CD a música mais longa da carreira de Tarja, Too Many, com seus quase 13 minutos de duração.

Sim, ela também lança CD's de música clássica, como Tarja Turunen e Harus, que foi lançado em CD e DVD e Ave Maria en Plein Air e neste trânsito entre gêneros musicais distintos é que vemos a facilidade que é para esta artista ímpar ir de um gênero musical a outro.

E não, ela não deixa a peteca cair ao vivo e é no palco, em frente aos seus fãs, que ela ganha ainda mais força, mostra uma incrível presença de palco e põe uma carga emocional nas suas músicas ainda maior. É para sempre ver de novo e o DVD Act I sempre volta para o meu aparelho de DVD / Blu Ray.


sábado, 20 de agosto de 2016

Tarja- The Shadow Self


A talentosa cantora finlandesa Tarja Turunen nos presenteia com o seu mais novo CD, The Shadow Self, onde ela pisa fundo.

Sim, ela pisa fundo ao apresentar um disco mais pesado e com arranjos sinfônicos proporcionais, como na faixa Innocence.

Agora, em The Demon in You, com a participação classuda de Alissa White-Glutz, a música começa levinha, despretensiosa e vai ganhando peso, corpo, até a o início contrastante entre o gutural de Alissa e o lírico de Tarja. O ponto alto desta faixa é a troca entre os vocais opostos, o gutural da canadense com o lírico de Tarja e depois as duas juntas, em um vocal limpo de excelente qualidade. Ponto para a Tarja, ao ousar nesta faixa.

A faixa que foi o primeiro vídeo clip,  No Bitter End, embora dê uma de denorex ( parece, mas não é) nada tem de comercial, embora pareça ser. Não é uma faixa tão elaborada, mas dá conta do recado e mostra como a banda que acompanha a artista é afiada.

 Em Supremacy, cover da banda Muse, a artista, com excelentes arranjos e um bom gosto, transforma esta música em algo digno de um filme do 007.

O ponto fraco é Eagle Eye, onde a cantora faz um dueto com o seu irmão, Toni. Enquanto temos a vivacidade da cantora, temos também a apatia de seu irmão, o que torna esta a mais fraca do CD, mas não compromete o produto.

Mais um disco com o selo Tarja de qualidade e para curtir uma, duas, várias vezes. O meu CD já está em mãos. E o seu?

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quando a tecnologia reduz distâncias

Eu acompanho as minhas bandas favoritas pelo facebook ( ou foicebook, como acertadamente chamam) e assim fico por dentro do que acontecem com elas ou quando lançarão algum CD ou DVD ou Blu Ray novos ou quando transmitirão algum show ao vivo pela internet.

Eu soube, na semana passada, da transmissão via streaming, de dois shows e ambos diretamente da Alemanha, um do Maiden, no Wacken Open Air, que faz parte da turnê do mais novo CD da donzela, The Book of Souls e o outro do Within Temptation, diretamente do M'era Luna, festival, também alemão, de música gótica e da cultura dark que acontece na cidade de Hildesheim, numa antiga base de armamento inglesa.

Não vi o show ao vivo do Maiden porque seria transmitido às 16:30, horário de Brasília, na metade final do meu horário de trabalho (assistirei o show em breve), mas a apresentação de Sharon Adel e Cia foi no Domingo, às 16:00 e assim o assisti, direto de casa, o show que estava sendo executado na Alemanha, ao vivo, devido ao avanço da tecnologia. Assim, no conforto de minha humilde residência, curti o show dos holandeses, como se colado no palco estivesse. O serviço de streaming foi bom, dadas as circunstâncias de que no Brasil a banda larga, quase sempre, não é tão larga assim, mas deu para assistir sem maiores problemas a performance de uma das minhas bandas favoritas. Confiram abaixo.




E sim, temos Maiden no Wacken, graças ao avanço tecnológico de hoje, que nos permite assistir um show quando nos falta condições de estar lá presente e deixar o sangue fluir a toda.



Quando a tecnologia reduz distâncias, a diversão é garantida.

domingo, 14 de agosto de 2016

O fã merece

Algumas vezes, quando vamos a algum show de nossa banda e/ou artista favorito, prestamos atenção nele, ao mesmo tempo em que curtimos a toda a música que eles tocam para nós fãs. Eles brincam com o público, conversam conosco entre uma música e outra ou simplesmente tomam uma atitude que é inesperada, mas simboliza o carinho que o artista da boa música tem pelo seu fã.

Vamos começar pelo vocalista norte-americano Russel Allen,que apresentou-se neste ano com a banda Symphony X no Circo Voador. Entre as músicas, ele brincou com o público, zoou o romantismo natural feminino com a história do protagonista do CD Underworld, interagiu com a platéia de uma maneira brincalhona e ainda pegou uma foto que estavam ele e um fã e este, junto ao palco, entregou a foto a ele para autografar. O artista, após um determinado tempo, olha para o fã, sinaliza para ele esperar e entrega a foto autografada, indo para a próxima música.

A cantora finlandesa Tarja Turunen também é um mar de simpatia para com os fãs. Sempre sorridente e comunicativa com a platéia, ela conversa, interage e até acena para aqueles que que estão mais próximos ao palco ou distante dele. Ela nunca perde a postura ou a paciência, sempre um mar de gentileza, para nós fãs.


O sueco Tommy Karevik, da banda norte-americana Kamelot, mostrou ser um artista bem simpático e receptivo ao fã, ao sempre aproximar-se dos fãs no palco, conforme pode ser constatado nos vídeos que os fãs puseram no youtube. Ele tinha o público nas mãos e eles deram tudo de sí pra banda, que merece. No vídeo abaixo, vemos uma atitude que não é muito comum, mas que vale ser vista e revista. Confiram.


A vocalista holandesa Sharon den Adel, além de ter o público na mão, também é simpática para com os seus fãs. Ela os agita, interage, e sempre os agradece por estarem lá, porque, como o marido dela e também fundador da banda Robert Westerholt diz, é graças ao fã que a banda chegou aos quinze anos de carreira, como está registrado no show Elements, que faz parte do DVD Let Us Burn.

O fã  é  quem compra os produtos da banda, vai ao show e canta com eles direto, as vezes até ficar pra lá de rouco.

O fã merece.



sábado, 13 de agosto de 2016

Atitude

Após ler a coluna de Luiz Cesar Pimentel na edição 209 da Revista Roadie Crew " Mulher e Rock andam combinando bem pouco" vi pontos onde concordo com o escritor /colunista e outros que não concordo com ele.

Vamos pras discordâncias:

Classificar bandas como Within Temptation, Nightwish, Tristania e etc., que fazem parte do dito metal sinfônico como "trilha perfeita para a princesa má de Frozen", juntamente de Halestorm, é colocar as vocalistas de tais bandas num nível baixo, daqueles cantores /cantoras que cantam como se estivessem com uma enorme dor de barriga, o que não é o caso aqui. Sharon Adel, do Within Temptation, deu um show no mais novo CD do Avantasia, Ghostlights e no DVD Let Us Burn nas faixas Iron, onde os seus vocais estavam, embora delicados, mais agressivos que de costume, na The Last Dance, onde ela seguiu um ritmo mais indígena  e em Sinead, onde a alegria correu solta e assim esteve muuito distante de "Frozen". Floor Jansen, hoje no Nightwish, desempenhou muito bem o seu papel em Amaranth, Storytime e Song of myself, onde a sua voz encaixou-se como uma luva nas músicas que fazem parte do DVD Showtime, Storytime de sua mais nova banda e no mais novo CD, Endles forms most beatiful, principalmente em Elan e My Walden, ela mostrou que tem categoria e assim como as suas colegas, atitude e, por último, Lzzy Hale mostrou que quem sabe faz ao vivo no último Rock in Rio, com a sua banda Halestorm.

Agora, Pity tem atitude? Desde que esta moça surgiu, ando procurando a tal "atitude" que é dito que ela tem e ficar fazendo vídeo clip de baguncinha no quarto não é atitude e sim desleixo mesmo, desta dona de um sonzinho mequetrefe e sem personalidade alguma, desta sim que mais parece alguma princesa má de Frozen, diante de sua falta de personalidade.

Agora, concordo com a parte da proliferação de covers femininas que surgiram igual a uma invasão de ratos. As iron maidens são uma banda tributo feminina ao grande maiden, mas essas bandas Dia, Queen Diamond e etc. já são um exagero.

Vida que segue.





quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A falacia Guns 'N Roses

Ouço, vejo e não acredito no monte de propaganda sobre a "volta do Guns N' Roses" na turnê não nesta vida. 

Slash, Duff e Axl estão de volta aos palcos com, pelo menos, três músicos que nada tem a ver com a história do Guns, como Melissa Reese, Frank Ferrer e Richard Fortus, que agora acompanham Slash e cia numa grande simulação do Guns.

Qual o motivo da denominação "simulação"?  A ausência de membros chave de distintas fases da banda, como Steve Adler, Matt Sorum e Gilby Clarke, presente nos DVD's do Use Your Illusion ( Izzy, à revista Rolling Stone, disse que não se envolveria com este "Guns" em 2016.). Logo, sem essas peças chave, não há o Guns propriamente dito e sim um simulacro.

O primeiro batera esteve no Appetite  for Destruction, considerado um, senão um dos melhores discos de todos os tempos, devido ao peso de algumas músicas, como Welcome to the Jungle e, pra mim, pelo menos, a espetacular Sweet Child o' Mine, com aquele riff inesquecível do Slash.

Já na época do Use Your Illusion, tinhamos na bateria Matt Sorum, oriundo de uma grande banda de rock, o The Cult. Eu gostei mais da bateria tocada por Sorum que pelo Adler, devido à técnica mais apurada do segundo. 

Se e quando Adler ou Sorum, Izzy ou Clarke voltarem, aí sim acreditarei na volta do Guns. Até lá, não cairei nessa.