O primeiro exemplo vem do Rio de Janeiro, terra onde o ápice da mediocridade humana, denominado funk, vira patrimônio cultural do estado, o que é triste, porque algo tão limitado, insípido, consegue algo deste tipo. As batidas iguais, repetidas e as letras chulas não seriam culturais se a mediocridade não fosse enaltecida e, ao estar na cidade do Rio de Janeiro, em um desses noticiários de ônibus, vi que a tal da Anitta vai a Cannes, festival das coisas estranhas e agora ruins, cantar em inglês. Se antes ela soa péssima em português, em inglês soará pior ainda, porque o pessoal do "quanto pior..." não tem limites quando o assunto é descer rolando os degraus da mediocridade, indo aonde nenhum inepto jamais foi. É igual indicar a banda de metal extremo Mayhem para o Oscar de melhor canção competindo com o Satyricon. É uma cena abominável demais para sequer imaginar.
O segundo exemplo vem da terra do Tio Sam. No Oscar em que concorreu a música May It Be, da artista reclusa Enya e de Roma Ryan. Enya até foi à cerimônia para cantar a música, competindo com uma música do Eminem, rapper norte-americano que nem cantar sabe, quanto mais compor arranjos, escrever melodias e etc., enquanto que a artista irlandesa, junto de sua colaboradora de longa data, criaram arranjos delicados, letras fortes, que resultaram numa das melhores e mais bonitas músicas que eu já tive o prazer de ouvir, mas quem ganhou foi o rapper medíocre e o seu garrancho fonográfico que insistem em enganar dizendo que é música.
A mediocridade ainda voará alto, infelizmente.
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@Leonardo de Abreu dos Santos
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