Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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domingo, 29 de maio de 2016

Coletâneas- Uma boa pedida

Eu sempre gostei de coletâneas, porque elas sempre foram, para mim, a reunião das melhores músicas que uma determinada banda já fez e uma excelente chance de começar a conhecer tal banda, como a Still the Orchestra Plays, do Savatage. O repertório nesta caixa está  cheio de músicas muito boas, como Hall of the Mountain e Handful of Rain. O prórpio Iron Maiden já tem, devido à sua extensa discografia, mais de uma coletânea, mas a que tem a melhor seleção, para mim, é a Best of the Beast, onde eu escuto a minha música favorita do Maiden de todos os tempos, que é Wasted Years. Que música, que melodia e que letra.

Esses lançamentos também servem para comprar o material anterior à coletânea, caso fique interessado em aprofundar-se no trabalho do artista, comprando os CD's anteriores à compilação, para melhor apreciar o trabalho do artista e, quem sabe, virar fã do mesmo. Nunca achei que uma coletânea torne a pessoa que a comprou um especialista naquele músico ou banda específicos, mas sim um pontapé inicial para conhecer melhor os músicos, ir aos seus shows, adquirir material oficial e acessar o site da banda ou músico, para consultar a sua discografia, além de ouvir o seu melhor.

Direitos reservados ao autor da obra
@Leonardo de Abreu dos Santos


sábado, 28 de maio de 2016

Clipe ao vivo do Avantasia em Sampa- Draconian Love


Foi divulgado o vídeo ao vivo de Draconian Love, do projeto Avantasia.

Segue o link:

https://www.facebook.com/nuclearblastbrasil/?brand_redir=224325578693

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Motley Crüe- The End

14 de junho de 2016.  Motley Crüe nos cinemas. Motley Crüe- The End: http://www.fathomevents.com/event/motley-crue-the-end#close

Aguardando que passe também nos cinemas do Rio de Janeiro.
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domingo, 22 de maio de 2016

Faleceu Nick Menza - Julho 1964- Maio 2016










Faleceu o baterista Nick Menza, que tocou no Megadeth  ontem, aos 51 anos, durante uma performance da sua banda OHM, em Los Angeles, por insuficiência cardíaca.

Que pena, lá se vai um baterista pra lá de talentoso. Que faça uma barulheira no céu.

sábado, 21 de maio de 2016

A boa música é feita com coração

Eu não escuto só metal, embora o metal seja o meu estilo favorito e ao escutar algumas músicas antigas de determinadas bandas e comparar com as músicas feitas hoje, que passam em rádios mais populares  como Transamerica, Radio Cidade e Sulamerica Paradiso, percebo que o processo de composição de hoje está estéril e a música feita mais parece aquela receita de bolo feita para vender em supermercado, sem paixão, sem afinco, sem alma, algo natimorto, perfeito para vender milhões de cópias e sem conteúdo algum, como esses cantores que, quando cantam algo de "composição" sua, parece que estão com uma tremenda duma dor de barriga, tamanha é a sem vergonhice do falsetinho sofredor.

Nesta semana, colidi por acaso com a banda Heart, das irmãs Wilson e a sua música Alone, que é musicão, porque foi composta por elas com coração, paixão, gana e para que os fãs cantem juntos, se empolguem, vão aos shows e comprem os CD's e DVD's, se for o caso, para ouvir músicas excelentes  ou até mesmo excepcionais, tendo como exemplo Not Enough, do Van Halen, Welcome Home ( Sanataruim), do Metallica, Die Alive, de Tarja Turunen e Narcissus, do Threshold. Eu podeira citar várias outras músicas, antigas ou não, que foram feitas com aquele tempero chamado talento, mas seria uma embromação sem tamanho. A música que empolga, que faz você pô-la no repeat do som é aquela que te levanta da poltrona e te faz dançar, bater cabeça, cantá-la na sala da casa ou no quarto e bom CD é aquele que tem destaque na sua prateleira ou fica mesmo é no som, pra ouvir desde que acorda, para iniciar mais um dia de bem com a vida.

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Within Temptation- Let Us Burn


A banda holandesa Within Temptation lança mais um registro ao vivo e neste lançamento temos dois shows completamente diferentes, Elements e Hydra, onde no primeiro temos a banda contando com a orquestra The IL Novecento, junto do coral the Fine Fleur, que deixam músicas como Ice Queen, Mother Earth e Stand My Ground mais fortes ao vivo, onde a melodia é realçada pela Orquestra e pelo coral. Contempla-se também como a vocalista Sharon den Adel tem o público da Antuérpia nas mãos do início ao fim do show. Impressionante. A surpresa fica a cargo da música the Last Dance, que é uma das músicas mais bonitas do show. Esses holandeses realmente são um dos melhores do metal sinfônico.

No segundo show do DVD, Hydra, já é em Amsterdam e a banda está em plena divulgação de seu mais novo CD, Hydra. o set list apresenta algumas diferenças em relação ao Elements, mas a música continua excelente. Iniciam o show com Let Us Burn, que abre o CD Hydra, emendam com Paradise ( What About Us), com direito a Tarja Turunen no telão e daí pra frente temos uma banda precisa e muito bem entrosada. A participação de Howard Jones na música Dangerous é quase imponente e é uma das faixas mais fortes de todo o CD. Agora, para mim, uma das mais bonitas é And We Run, com a participação do rapper Xzibit e eu não entendo essa polêmica em relação a esta música, porque, embora eu deteste rap, o cara não comprometeu a música e a voz de Sharon Adel mais parece o canto de uma sereia. Pra quem não lembra, o Aerosmith tocou com o Run DMC na faixa Walk This Way, então eu não vejo polêmica alguma. Neste show, terminam com a música de sempre, Ice Queen, que é a mais bonita música dos holandeses. Curtam, que vale a pena.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Threshold-elegância britânica a serviço do metal


A banda britânica Threshold, oriunda do condado de Surrey, na Inglaterra e está na ativa desde o final dos anos 1980, tendo lançado 15 álbuns no total, somando os de estúdio e ao vivo, é uma das mais talentosas do metal progressivo.

Suas músicas são sempre incrivelmente bem elaboradas, com uma dose equilibrada de peso e melodia, sem perder a tradicional classe britânica, que está incorporada na sua música, como podemos conferir em Narcissus, do excelente CD ao vivo Critical Energy, no link https://www.youtube.com/watch?v=ZwplHhuX0IE.

Alguns CD's lançados, como o Subsurface, possuem músicas que se sobressaem às demais, como Ground Control e a faixa de abertura, Mission Profile, onde é perceptível harmonias muito bem elaboradas com o peso característico do metal e ambas, entre uma cadenciada e outra, não são desprovidas de peso, pelo contrário.




Os músicos, talentosos, e versáteis, são ainda mais assombrosos ao vivo e, a exemplo do Symphony X, não deixam a peteca cair e não desafinam, dão tudo a cada música que tocam e a sua simpatia para com o público é exemplar e eu destaco Johanne James como uma verdadeira força da natureza do metal progressivo na bateria e, claro, Damian Wilson nos vocais, porque a sua voz literalmente preenche o local onde a banda toca no vídeo abaixo, da promoção do seu mais recente CD ao vivo, European Journey, onde estão mais afiados do que nunca.







Suas músicas ainda possuem aquela distinta elegância britânica sutilmente posta nos acordes e harmonias, tornado-as facilmente identificáveis quando ouvidas e este diferencial torna a sua discografia a prova de estagnações e repetições. Quem ainda não ouviu os britânicos, arrisque-se, que não se arrependerá.

Discografia, extraída do site wikipedia:




Site oficial da banda:

www.thresh.net

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domingo, 15 de maio de 2016

Anvil- Exemplo de perseverança




Eu li sobre a fusão do Ministério da Cultura com o de Educação e a choradeira dos sem verba e o seu manifesto meia boca resultante de sua incapacidade de ganhar dinheiro por sí sós e vi que nem de longe eles têm a perseverança desses canadenses. Ativos desde 1978, quase quarenta anos de carreira, eles, até 2016, eram iguais ao Botafogo, nadavam e morriam na praia, seja por causa de dinheiro de venda de ingressos em um bar que não foi inteiro pra eles ou por causa de um agente incompetente, eles continuam a lutar pelo seu devido reconhecimento e não desistem, É impressionante a perseverança destes caras, porque eles continuam seguindo em frente, não importando as dificuldades que enfrentam e estão aí, firmes e fortes iguais à bigorna ( Anvil, em inglês). O trio canadense não sabe o que é desistir, parar e por fim morrer, o que os torna, em termos de lutar para fazer o que ama e ganhar dinheiro e reconhecimento com isso, um verdadeiro exemplo a ser seguido, igual ao brasileiro Bruno Maia, que há quinze anos organiza o Roça 'N' Roll, festival de metal e que tem um excelente público e que não tem Rouanet. Parabéns ao Bruno Maia. Voltando ao Anvil, eles tinham tudo para desistir e resignar-se com o fato que eles não fariam o que amam, que é tocar música pesada, mas a sua perseverança, sua força de vontade, superou todos os obstáculos. Dá-lhe, Anvil e que venham ao Brasil, para curtirmos o resultado dos anos de suor e muita luta.

Quem puder, que assista Anvil! The Story of Anvil.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

Symphony X -Circo Voador -8 de Maio- Impecáveis



Estive no circo voador, no dia 8 de maio e, por Graça de Deus que me deu o meu trabalho, tive a chance de assistir ao vivo uma das minhas bandas favoritas, Symphony X, no show que faz parte da turnê sul-americana de promoção do seu mais recente CD, Underworld. 

Os norte-americanos começaram com tudo com a primeira faixa , Overture e emendaram com Nevermore, uma verdadeira pedrada na cachola de quem estava lá presente e daí pra frente executaram mais faixas do novo CD, como Underworld, Swan Song, Charon , To Hell and Back,   onde o vocalista Russel Allen, espetacular e sem desafinar uma só vez, cantou a música com duas máscaras, uma preta e branca e outra vermelha, com um vocal incrível e nem dá para acreditar que a sua performance seja avassaladora, tamanha é a desenvoltura do artista no palco. Grande Russel Allen.

No final do show, eles emendaram com Out of Ashes, do Divine Wings of Tragedy Set the World on Fire do Paradise Lost e, por fim encerraram a noite com Legend, em homenagem às duas lendas do metal e do rock and roll, Dio e Lemmy. Abaixo uma das músicas tocadas no show épico.




Que o Symphony X volte mais vezes à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Seus fãs cariocas agradecem.

sábado, 7 de maio de 2016

A mediocridade musical

Eu fico espantado quando aparece alguma bandeca ou algum nada que, através de repetições infinitas de que lançou uma coletânea com os seus maiores "sucessos". É um enigma. Como um indivíduo ou um grupo de indivíduos, com alguns acordes e arranjos dos mais pobres e mais primitivos possíveis literalmente aparece do nada e de repente já conta com "maiores sucessos"? Ou quando é um dito artista que só tem "músicas " ou algo bem distante e ainda lota algumas paragens, ainda que tenha a capacidade de compôr de uma ervilha e o resultado do que quer que ele toque é algo inaudível, por ser sem vida, um tom padronizado e o funk carioca, o rap e o hip hop são campeões neste último quesito, o da esterelidade sonora. Repetir é a lei, ainda que a batida dure mais de uma hora. É espantoso o quanto a menina Anitta faz sucesso e ainda é bajulada por absolutamente nada.

Aí temos um músico completo como André Matos que não recebe nem um terço da atenção que esta medíocre e outros tão " talentosos " quanto recebem, o que já é motivo suficiente para pedir pro mundo parar, porque você quer descer. É, como é dito no desenho "Os Incríveis", psicótico esta celebração da mediocridade. Virá ao Brasil o maior expoente da mediocridade internacional, o Limp Bizkit e justo quando eu me achava livre desta nulidade chamada "banda de sucesso". Se eles são músicos, Nego e Anitta são Mozarts. Como o Korn já tocou no Rock and Rio de 2015, então é absolutamente normal que essa piada como Limp Bizkit venha fingir que toca e o público jogue o seu cada vez mais suado dinheiro fora para perder horas da sua vida num espetáculo de acordes infantis e sem absolutamente nenhum dom ou talento ( É injusto, eles têm o dom, o dom de serem ineptos que acham que tem talento).

O papa roach, por incrível que pareça, ainda está em atividade, com aquela mesma levadinha de revoltadinhos de esquina e com umas guitarras tão mortinhas e tão lineares que eu não sei como conseguiram contrato para o seu primeiro CD. Essas bandas de Nü metal estão entre as mais primárias que há no meio do metal, porque não há o menor suspiro de habilidade, ainda que rasa, de compor algo que não seja com os mesmos acordes, a mesma revoltinha chorona e aquela linha harmônica tão estática que chega a espantar. Como algo musicalmente tão morto ainda lança CD? É um espanto.

As batidas repetitivas do funk, do rap e do hip hop são apenas barulhos desagradáveis que quando chegam ao longe, os seus tímpanos saem correndo, esquecendo o corpo ali presente. A repetição é infinita, as letras dão um dó, porque não há conteúdo algum.Desde quando batida igual é sinal de talento, de habilidade de criação de melodia? Desde quando letras provocativas e sobre sabe-se lá o quê é composição de arte? Só no Brasil, onde a inépcia e a mediocridade é que contam. Enquanto isso, boas músicas de artistas nacionais ficam no escuro, como esta do Angra.


A banda blitz, ainda na estrada, é um perfeito de exemplo de composição, onde uma melodia agradável se junta à uma letra bem agradável e descontraída, como A dois passos do Paraíso. Isso é uma banda com talento, com músicas que tem acordes, vida e não é uma repetição infinita de batidas mortas e letras ridículas.





De verdadeiros artistas, temos Roupa Nova, Kid Abelha, Lobão e outros que agora me fogem à memória. Agora, aqueles de exposição incessante e que são dependentes dela, não passam de indivíduos efêmeros que nem rodapé na história musical terão. Fiquem com  Blitz e Damian Wilson.







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@Leonardo de Abreu dos Santos



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Black Sabbath- O adeus de um gigante


O Black Sabbath é um gigante da indústria fonográfica, em atividade desde 1968 e é o pai do Heavy-Metal, porque sem eles não teríamos Maiden, Metallica, a força da natureza denominada Machine Head, de Robb Flynn e tantas outras. Sua extensa discografia e, porque não também, sua incansável contribuição para a música pesada na forma de clássicos irretocáveis como Mob Rules, Dehumanizer, Heaven and Hell, Sabbath Bloody Sabbath e outros ainda atraem e atrairão novos ouvintes, apesar da impiedosa passagem do tempo que toma a todos. Agora, em 2016, chega a fase terminal da turnê final do grupo, que tantas vezes alegrou os ouvidos dos apreciadores da boa música e o encerramento da turnê e aposentadoria dos pais do Metal será aqui no Brasil e já sinto uma tristeza muito grande ao nunca mais ao ver que a aposentadoria destes senhores é fato consumado ( Será?). O guitarrista Tony Iommi possui um legado invejável de músicos que ele influenciou ao logo dos anos, como James Hetfield ( Metallica), Slash , Zakk Wylde ( Black Label Society) e tantos outros.

Espero que algum cana de TV por assinatura transmita este evento singular da música contemporânea e desejo aos que irão ao show tudo de bom e que guardem bem todo o show com carinho em suas memórias, sejam elas digitais ou não.


MUITO OBRIGADO PELO HEAVY-METAL, BLACK SABBATH.