Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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domingo, 13 de outubro de 2019

Hora de tirar o "rock" do rock in rio

O festival rock in rio já perdeu a parte rock desde 2011, onde você ainda tinha um pouco de rock propriamente dito dentro do festival. Nos anos de 2017 e 2019, bem, a coisa virou 180 graus, com algumas bandas e artistas pífios que de rock (e talento) nada tinham, desde Anita, que solta a pérola que há festivais que não dá pra cantar, por isso que recorreu ao playback, mas em se tratando de uma funkeira, querer que tenha talento e vergonha na cara é uma viagem que daria inveja ao mais chapado dos hippies.

A macaquiagem do festival se resume a isto, que é encher de coisas que não dariam nem pra atração de circo, como o tal Drake e Elza Soares, sendo ela uma excelente aquisição para um corredor de terror em algum circo, Weezer, que não cura e sim causa uma profunda depressão. Os pífios seriam camuflados por artistas de verdade, porque, afinal, quem que é fã de Seal que não iria assistir a apresentação deste talentoso cantor que fez uma excelente versão de Who Wants to Live Forever, do Queen, no tributo a Freddy Mercury? Resumo da ópera, vamos encher de lixo, com pitadas de ouro e vender o festival como se fosse algo bom, do rock. Que de rock quase nada tem, exceto em algumas horas e dias específicos, como no dito dia do metal e ao escalar Whitesnake ( absurdamente colocado no palco Sunset) , Scorpions e outros poucos. O rock in rio hoje é somente uma marca de sucesso, que deveria mudar de nome e se tornar lacre in rio, porque ao colocar uma reportagem onde a tal da pink faz história ao se balançar pra lá e pra cá é insultar a inteligência alheia. Se esta coisa faz história, então chegou atrasada, porque quem pula na tirolesa já fez história antes dela.

O espaço favela nada mais é do que a espetacularização da miséria pela qual passa o povo que vive uma realidade dura, de tristeza e de temor do narcotráfico, onde as pessoas que saem pra trabalhar não estão nem um pouco preocupadas com este cenário feito para ganhar dinheiro em cima da desgraça alheia. Glorificar a pobreza é debochar destas pessoas, que tiram leite de pedra para simplesmente sobreviver. Coisas de rico que gosta de bancar o humanitário.

Rock in rio, tire o rock e ponha o lacre in rio. É mais de acordo com sua atual conjuntura.


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