Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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terça-feira, 22 de outubro de 2019

Playback é inaceitável

As pessoas compram os seus ingressos esperando ver o artista dar o seu melhor no show que eles se apresentam, ainda que errem uma ou duas notas musicais, mas que se apresentem ao público que ali está.

O segundo caderno de Sábado, do jornal O Globo, tenta, em uma gigantesca matéria, apresentar uma justificativa para algo indefensável, o playback, um artifício que "artistas" usam, para encobrir a sua mediocridade ou ruindade. Sim, quem sabe faz ao vivo e quem não sabe usa o playback, vide Anitta e Milli Vanilli, entre outros tantos.

O uso de playback, ou, no novo jargão politicamente correto, bases pré-gravadas, é um desrespeito para com o público fã de artista A ou B, independente do estilo. Se o artista estiver presente ou num festival ou numa apresentação solo, ele tem a obrigação de cantar e tocar, mesmo que erre e dizer que há festivais onde não dá pra cantar todas as músicas é desculpa esfarrapada de alguém que não dá para o ofício e que devia estar devidamente fora do showbizz, mas no Brasil reina o quanto pior melhor, então esses ditos " artistas" jamais perderão público, pois sabem que respeito aos fãs não cabe, já que eles gastam o seu suado dinheiro em shows com  playback, porque cantar de verdade cansa.

Pink deu uma lição de respeito aos fãs em Anitta, ao se balançar pra lá e pra cá e cantar, coisa que esta criatura do funk não fez. Artista é isso, faz uma presepada e canta, solta a voz, ao contrário de quem usa playback, que desrespeita seus fãs ao não se dignar a cantar.


domingo, 13 de outubro de 2019

Hora de tirar o "rock" do rock in rio

O festival rock in rio já perdeu a parte rock desde 2011, onde você ainda tinha um pouco de rock propriamente dito dentro do festival. Nos anos de 2017 e 2019, bem, a coisa virou 180 graus, com algumas bandas e artistas pífios que de rock (e talento) nada tinham, desde Anita, que solta a pérola que há festivais que não dá pra cantar, por isso que recorreu ao playback, mas em se tratando de uma funkeira, querer que tenha talento e vergonha na cara é uma viagem que daria inveja ao mais chapado dos hippies.

A macaquiagem do festival se resume a isto, que é encher de coisas que não dariam nem pra atração de circo, como o tal Drake e Elza Soares, sendo ela uma excelente aquisição para um corredor de terror em algum circo, Weezer, que não cura e sim causa uma profunda depressão. Os pífios seriam camuflados por artistas de verdade, porque, afinal, quem que é fã de Seal que não iria assistir a apresentação deste talentoso cantor que fez uma excelente versão de Who Wants to Live Forever, do Queen, no tributo a Freddy Mercury? Resumo da ópera, vamos encher de lixo, com pitadas de ouro e vender o festival como se fosse algo bom, do rock. Que de rock quase nada tem, exceto em algumas horas e dias específicos, como no dito dia do metal e ao escalar Whitesnake ( absurdamente colocado no palco Sunset) , Scorpions e outros poucos. O rock in rio hoje é somente uma marca de sucesso, que deveria mudar de nome e se tornar lacre in rio, porque ao colocar uma reportagem onde a tal da pink faz história ao se balançar pra lá e pra cá é insultar a inteligência alheia. Se esta coisa faz história, então chegou atrasada, porque quem pula na tirolesa já fez história antes dela.

O espaço favela nada mais é do que a espetacularização da miséria pela qual passa o povo que vive uma realidade dura, de tristeza e de temor do narcotráfico, onde as pessoas que saem pra trabalhar não estão nem um pouco preocupadas com este cenário feito para ganhar dinheiro em cima da desgraça alheia. Glorificar a pobreza é debochar destas pessoas, que tiram leite de pedra para simplesmente sobreviver. Coisas de rico que gosta de bancar o humanitário.

Rock in rio, tire o rock e ponha o lacre in rio. É mais de acordo com sua atual conjuntura.


domingo, 6 de outubro de 2019

Living The Dream Tour- Slash Ft Myles Kennedy and The Conspirators



Slash, junto de Myles Kennedy e os Conpiradores lançou,quatro anos após o Live At the Roxy 9.25.14, o Living the Dream Tour, filmado durante o show  realizado no lendário Hammersmith Apollo, em Londres, Inglaterra. A banda já começa a toda com The Call of the Wild, do Living the Dream e a partir daí é uma entrega de sucessos novos e antigos, destacando as sempre presentes Back from Cali, Ghost, Halo, além das mais recentes, como My Antidote e a bela música Boulevard of Broken Hearts, do mais recente CD. A já tradicional entrada nos vocais do baixista Todd Kerns agora engloba a faixa We're All Gonna Die, além de Doctor Alibi, onde o músico já coloca as cartas na mesa com o seu vocal rasgado.
Myles Kennedy ( Vocais), Slash e Frank Sidoris (Guitarras), Todd Kerns ( Baixo) e Brent Fitz ( Bateria) entregam um produto de primeira qualidade e que cativou a platéia inglesa e que cativará também os seus fãs mundo afora. Pra comprar sem medo de curtir uma boa música de uma banda afiada como nunca.