O ser humano gosta de diversas coisas, que vão desde comida até pneu de carro, passando por CD's e bandas relacionadas à boa música. Na vida em sociedade, as discussões, que podem ser acaloradas ou não, caem nos gostos de cada um e no caso de bandas, é muito comum ouvir " mas como você pode gostar disso aí? Esta banda é péssima, todas as músicas são iguais demais, os músicos são uma porcaria".
Sim, gosto é igual a impressão digital, cada um tem o seu, mas, ao contrário da impressão digital, é passível de críticas, pois até hoje ainda não descobriram uma maneira de agradar gregos e troianos e, exatamente por causa desta variável, é que os gostos não a prova de criticas, sejam elas justificadas ou não, porque afinal, critica é critica. Pra que ficar justificando, se é perda de tempo?
As criticas vão desde que o guitarrista / vocalista / baterista e etc. são ruins, péssimos, não fazem um solo competente, a banda é sem sal, determinado estilo é igual e padronizado demais, a pessoa que gosta de uma banda de metal extremo não sabe o que é um bom metal e por aí vai. Banda X é farofa demais e você gosta, logo você é farofa também, um poser e ainda fica andando com camisa de banda de thrash metal. Curte Megadeth, mas anda com camisa de Nightwish, que é uma banda da modinha ou algo parecido que dá vontade é de cair na gargalhada, porque nada impede que determinada pessoa se amarre num thrash metal e curta Nightwish. Gosto é isso aí, um conjunto de variáveis imprevisíveis como o ser humano. O paradoxo é que as melhores conversas numa roda de amigos ou conhecidos são exatamente sobre os gostos de cada um, que leva a enaltecer um músico ou outro ou até mesmo um lançamento recente. Ou pode cair numa grande risada geral com cerveja no meio.
Gosto é gosto, tudo bem, mas não é a prova de criticas. Ou de boas risadas no meio da conversa.
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