A boa música é composta de músicos talentosos, alguns acima da média, mas eles ainda são seres humanos e bem falíveis e também sujeitos aos vícios que destroem tantas vidas até hoje.
É inconcebível que alguns músicos que tenham morrido por overdose ou que sejam viciados em drogas ou álcool recebam até hoje uma reverência quase divina, como se fossem pessoas acima dos seus pares, como ainda o são Jimi Hendrix e Jim Morrison, por exemplo e, como um novo personagem desta reverência absurda, o falecido artista Chester Bennington, da banda linkin park. Este último recebeu até foto de homenagem na Saraiva.com, recentemente.
Infelizmente, acometido de depressão, ele se matou e antes dele, Chris Cornell, que já levava uma vida sóbria e que não recebeu metade das homenagens, das lembranças e nem mesmo uma singela homenagem da Saraiva.com. Por que este tratamento diferenciado entre um e outro? Porque o primeiro, de acordo com o segundo caderno do jornal o globo, sofreu bullying ( coisa que se resolvia na porrada algum tempo atrás) por sua aparência ( bem comum, aliás) e tinha problema com álcool e drogas. Bem, aí está todo o estereótipo esquerdista para uma reverência absurda em cima de uma pessoa que tirou tristemente a própria vida.
Aconteceu um tratamento desproporcional entre o primeiro e o segundo. Um, sóbrio, acometido de uma depressão profunda, vista por expressões como o profundo buraco em minha alma, tirou a própria vida, mas não tinha este estereótipo de eterna vítima da vida como Chester, não morreu no próprio vômito como foi com Hendrix após uma overdose de barbitúricos e por isso não teve metade desta mórbida reverência.
Chester fez parte do linkin park, tem a sua legião de fãs e pelos fãs deve ser lembrado pelo que fez nos palcos, no estúdio, no que foi registrado em DVD's e não por esta verdadeira desgraça que se abateu sobre a sua pessoa ou pelo estereótipo de eterna vítima da vida, que é o que dá ibope e é incendiado pelos vitimistas de plantão.
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