Acho impressionante, no mundo da música, como uma morte por overdose torna um artista, péssimo ou não, uma divindade moderna, um personagem da série American Gods - de teor brutalmente esquerdista- um ser intocável e a prova de reprovação, como uma Janis Joplin, Amy Winehouse e etc., mas jogam no limbo uma morte estúpida como a de Dimebag Darrel, morto por um puto que não aceitava o fim da banda Pantera ( baita banda) e subiu no palco e atirou no guitarrista, covardemente.
O que torna diferente o nível de atenção e exaustiva cobertura da dita mídia especializada é que Dimebag não morreu de overdose e sim pelas mãos de um infantiloide patético. Se ele tivesse falecido de overdose, aí seria alçado ao Olimpo, como o foram as duas artistas acima citadas. Ah, mas Lennon morreu por causa de um psicopata de merda, e ele é lembrado até hoje, também por causa daquela maldita chatice sem tamanho chamada Imagine e também porque ele fez parte dos Beatles e através dos Beatles, ganhou renome, da mesma maneira que Dimebag o fez no Pantera.
Eu li, muito tempo atrás, uma reportagem de mal gosto chamada ou que fazia referência ao clube dos 27, que foram artistas que morreram aos 27 anos de idade, de overdose. Esta dita reportagem nada mais foi que mais querosene nesta idolatria do viciado, mas quando um Greg Lake morre de câncer, este não recebe a mesma atenção que um músico que vai pra vala por overdose, seja de cocaína, heroína, crack e etc.
O the doors não tem uma só música que persevere contra o avançar do tempo, mas o seu vocalista ( que nem cantava direito) é tido como um ícone do rock é por causa de sua morte por overdose. Se morresse por causa de um reles aneurisma, não seria um ícone, infelizmente, do rock.
Este endeusamento do vício presente no culto de celebridades viciadas em drogas e que morreram de overdose é pura imbecilidade.
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