Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Blind Guardian Live Beyond The Spheres




Depois de uma longa, muito longa espera, o Blind Guardian lançou um excelente álbum triplo ao vivo, Live Beyond The Spheres, gravado durante a turnê de promoção do CD Beyond the Red Mirror em 2015, onde, entre uma faixa e outra, demonstram o motivo de serem um dos maiores nomes do metal alemão e, porque não, do mundo.

Os bardos alemães já começam a toda com a faixa de abertura do álbum de 2015, The Ninth Wave, que ao vivo é simplesmente espetacular e dai por diante é só deleite, destacando a já supracitada faixa que abre o primeiro CD e as faixas , Banish from Sanctuary, Bright Eyes, Lord of the Rings, Valhalla, Imaginations from the Other Side, Mirror Mirror, enfim, todos os 3 CD's, que vêm em uma caixa em formato digipack, cortesia da Nuclear Blast America, que realizou um trabalho estupendo na embalagem do produto, cujas fotos seguem abaixo. Simplesmente obrigatório.





Direitos reservados ao autor da obra
@Leonardo de Abreu dos SantosMa

sábado, 26 de agosto de 2017

Pra que serve o Rage Against The Machine?

Eu já tive o desprazer de ouvir esta bandeca quase obscura de new metal, este gênero ( aqui sim há gênero e não na espécie humana) musical que é completamente desprovido de alma, sangue, raça e constatei que em nada contribuíram para o rock e o metal como um todo.

Não há, em qualquer de suas músicas, um riff que chame a atenção, uma só melodia que deixe os ouvidos naquela empolgação de ouvir uma, duas, raios, mil vezes.

Não há um só CD que seja marcante, que atraia atenção, que se destaque no meio do new metal, diferente de um Korn ou de um Deftones, que buscam melhorar dentro deste estilo e, no processo, se aprimorarem.

Após a sua debandada, não fez falta, e assim voltou ao ostracismo e ao esquecimento do qual jamais deveria ter saído.

Agora, com Tom Morello, o mais irrelevante, medíocre, esquecível e mala sem alça do mundo do new metal, vem aí o tal do prophets of rage, que não passa de um grupo de rap com passadas de "metal", se é que se pode chamar de metal.  A irrelevância continua a mesma, mas agora com uma nova roupagem chamada Prophets of Rage. Só se for a raiva de quem ouviu este troço.

domingo, 6 de agosto de 2017

Endeusamento do vício II

Acho impressionante, no mundo da música, como uma morte por overdose torna um artista, péssimo ou não, uma divindade moderna, um personagem da série American Gods - de teor brutalmente esquerdista- um ser intocável e a prova de reprovação, como uma Janis Joplin, Amy Winehouse e etc., mas jogam no limbo uma morte estúpida como a de Dimebag Darrel, morto por um puto que não aceitava o fim da banda Pantera ( baita banda) e subiu no palco e atirou no guitarrista, covardemente.

O que torna diferente o nível de atenção e exaustiva cobertura da dita mídia especializada é que Dimebag não morreu de overdose e sim pelas mãos de um infantiloide patético. Se ele tivesse falecido de overdose, aí seria alçado ao Olimpo, como o foram as duas artistas acima citadas. Ah, mas Lennon morreu por causa de um psicopata de merda, e ele é lembrado até hoje, também por causa daquela maldita chatice sem tamanho chamada Imagine e também porque ele fez parte dos Beatles e através dos Beatles, ganhou renome, da mesma maneira que Dimebag o fez no Pantera.

Eu li, muito tempo atrás, uma reportagem de mal gosto chamada ou que fazia referência ao clube dos 27, que foram artistas que morreram aos 27 anos de idade, de overdose. Esta dita reportagem nada mais foi que mais querosene nesta idolatria do viciado, mas quando um Greg Lake morre de câncer, este não recebe a mesma atenção que um músico que vai pra vala por overdose, seja de cocaína, heroína, crack e etc.

O the doors não tem uma só música que persevere contra o avançar do tempo, mas o seu vocalista ( que nem cantava direito) é tido como um ícone do rock é por causa de sua morte por overdose. Se morresse por causa de um reles aneurisma, não seria um ícone, infelizmente, do rock.

Este endeusamento do vício presente no culto de celebridades viciadas em drogas e que morreram de overdose é pura imbecilidade.

Endeusamento do vício

A boa música é composta de músicos talentosos, alguns acima da média, mas eles ainda são seres humanos e bem falíveis e também sujeitos aos vícios que destroem tantas vidas até hoje.

É inconcebível que alguns músicos que tenham morrido por overdose ou que sejam viciados em drogas ou álcool recebam até hoje uma reverência quase divina, como se fossem pessoas acima dos seus pares, como ainda o são Jimi Hendrix e Jim Morrison, por exemplo e, como um novo personagem desta reverência absurda, o falecido artista Chester Bennington, da banda linkin park. Este último recebeu até foto de homenagem na Saraiva.com, recentemente.

Infelizmente, acometido de depressão, ele se matou e antes dele, Chris Cornell, que já levava uma vida sóbria e que não recebeu metade das homenagens, das lembranças e nem mesmo uma singela homenagem da Saraiva.com. Por que este tratamento diferenciado entre um e outro? Porque o primeiro, de acordo com o segundo caderno do jornal o globo, sofreu bullying ( coisa que se resolvia na porrada algum tempo atrás) por sua aparência ( bem comum, aliás) e tinha problema com álcool e drogas. Bem, aí está todo o estereótipo esquerdista para uma reverência absurda em cima de uma pessoa que tirou tristemente a própria vida.

Aconteceu um tratamento desproporcional entre o primeiro e o segundo. Um, sóbrio, acometido de uma depressão profunda, vista por expressões como o profundo buraco em minha alma, tirou a própria vida, mas não tinha este estereótipo de eterna vítima da vida como Chester, não morreu no próprio vômito como foi com Hendrix após uma overdose de barbitúricos e por isso não teve metade desta mórbida reverência.

Chester fez parte do linkin park, tem a sua legião de fãs e pelos fãs deve ser lembrado pelo que fez nos palcos, no estúdio, no que foi registrado em DVD's e não por esta verdadeira desgraça que se abateu sobre a sua pessoa ou pelo estereótipo de eterna vítima da vida, que é o que dá ibope e é incendiado pelos vitimistas de plantão.