Eu sinto falta do Motley Crüe, daquele hard-rock e dos acordes sujos que faziam parte de seus shows ao vivo, do vocal péssimo de Vince Neil, das bizarrices no palco de Nikki Sixx, dos solos certeiros de Mick Mars e das firulas na batera de Tommy Lee.
Em setembro de 2015, no Rock In Rio, vi o show deles, que era a passagem da turnê final da banda no festival e eles deram tudo, tudo de sí, para fechar com chave de ouro no Brasil a sua turnê final. No show tivemos efeitos pirotécnicos, Nikki Sixx acendendo um pentagrama com um lança chamas para a música louder than hell, e, ao fundo, os anos de atividade dos maus elementos do Rock and Roll. Enfim, para um show tão curto, valeu a pena.
Por que um show tão curto? Porque é o lado ruim de um festival, tudo tem tempo certo de acontecer e este show tinha de ser fora de um festival, para vermos também Alice Cooper, mas como vieram no RIR, paciência.
O Motley Crüe, com toda a sua irreverência, fará falta, porque de rock farofa não tinham nada. Músicas como Dr. Feelgood, Girls, Girls, Girls e Too Young to Fall in Love, entre outras não tem nada de farofa e sim de, no mínimo, debochadas.
O Motley Crüe faz muita falta.

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