Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Com o que se revoltou a banda Revolta?

Essas bandas com esses nomes peculiares são uma fofura, porque já fecham a cara, fazem birra, pirraça e batem no peito, estufam mesmo, num senso de dever cumprido de dar inveja à claque da bolha.
A banda Revolta, composta por João Gordo, do Ratos de Porão, e Prika Amaral do Nervosa, nos vocais, Iggor Cavalera, do Cavalera Conspiracy na bateria, Guilherme Miranda ( Entombed AD) e Moyses Kolesne nas guitarras e Castor, do Torture Squad, no baixo está revoltada, mas afinal, contra o que esses músicos se revoltam?

Eles se revoltaram contra o genocídio Uigure perpetuado sistematicamente pela China comunista? Não, porque não dá ibope.

Eles se revoltaram contra a proibição de operações da PMERJ nas favelas cariocas, que causou a morte de uma mãe que se sacrificou pelo filho e de uma criança? Não, porque se revoltar contra isso é ser a favor do sistema e satanista que se preza nem liga pra morte de inocentes e revoltados de sofá nem ligam, porque aí tem que se explicar pro resto da claque dos rebeldes de pijama.

Será que finalmente se revoltaram contra a ideologia de gênero e a insistência desta turma maligna de deixar barbado entrar em banheiro feminino? Que nada, isso é coisa de retrógrado e conservador, logo não vamos nos revoltar contra isso também. Não pega bem na turma do sofá.

Agora vai, eu tenho certeza!! Quando os pobres músicos da banda de death metal Arsames, do Irã, fugiu de lá para não ser presa pelo regime teocrático muçulmano, algum destes músicos ofereceu qualquer tipo de ajuda ou auxílio a estes músicos que fugiram de seu país. Tenho fé que sim, eles imediatamente os ajudaram. Que nada, fingiram que nem viram e assim a nave seguiu. Nem mesmo uma faixa contra a teocracia ditatorial muçulmana. 

Mas, se não se revoltaram contra tudo isso de ruim que aconteceu, contra o quê se revoltaram? Ora, contra a polícia, os valores conservadores, o presidente e tudo aquilo que é bem cômodo se revoltar, porque não tem a reação do outro lado, o que torna uma revolta, ainda que do sofá, bem fácil de se fazer.

Destaco a indefectível máscara rebelde do Iggor Cavalera que ele usa dentro de seu estúdio. Revolta é tudo, minha gente.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Kamelot- I am The Empire- Live from the 013

 



A banda norte-americana Kamelot já estava devendo aos seus fãs, desde 2006, época do excelente One Cold Winter Night, um novo lançamento ao vivo, e eis que, em 14 de Agosto de 2020, a espera acabou. O show foi gravado em setembro de 2018, no Poppodium 013, que já foi palco do mais show do Ayreon, e que contou com uma produção fantástica e convidados de primeira linha como Sascha Paeth, que também marcou presença em One Cold, Lauren Hart ( Once Human), Elize Ryd ( Amaranthe), Charlotte Wessels ( Delain), Alissa White-Gluz, o quarteto de cordas Eklipse e Thomas Dalton Youngblood, na música Burns to Embrace, fazendo parte do coro infantil Burns to Embrace, que ainda conta com Yenthe Bruers, Zahr Backbier, Tim Marinus e Flo Spierings. Com todos esses convidados para lá de especiais, Tommy Karevik (Vocal), Thomas Youngblood ( Guitarras), um insano Sean Tibbets no Baixo, Oliver Palotai ( Teclados) e Alex Landenburg ( Bateria) entregam aos fãs ali presentes e aos que adquiriram este senhor lançamento uma performance estupenda, destacando Phantom Divine, Rule the World, Insomnia, My Confession, com o quarteto Eklipse, a belíssima balada Under Grey Skies, num lindo dueto de Tommy Karevik com Charlote Wessels, March of Mephisto, que conta com uma introdução sinistra de Elize Ryd, Charly Klauser e Linda Laukamp nos primeiros acordes da música, onde Karevik nada fica devendo a seu antecessor, Roy Khan, e ainda divide o palco com uma mortífera Alissa White Gluz, com quem ainda repete o dueto em Liar, Liar ( Wasteland Monarchy) e Sacrimony ( Angel of Afterlife), que conta com Karevik, Gluz e Ryd, numa performance de cair o queixo. O tradicional solo de bateria ainda é complementado com um senhor solo de teclado por parte do Sr. Simone Simons, Oliver Palotai. Este lançamento, além de ter uma lacuna de mais ou menos quatorze anos com o antecessor, One Cold, e é também o primeiro registro oficial da banda com Karevik nos vocais, onde está desde 2012, e de Landenburg na bateria e é um senhor registro para matar saudades desta que é uma das melhores bandas de metal do mundo. Desde já, um dos melhores ao vivo deste ano.

Quem lacra não faz um bom CD

 A onda agora é lacrar, é parecer ambiental-social alguma consciente, destilando toda a sua falsa superioridade em cima dos incautos e incultos seres comuns que não são artistas, porque o artista é o verdadeiro iluminado de vitrine.

A egotrip segue para a composição das músicas que formam um CD e isso vemos no Resist do Within Temptation e no Human II Nature do Nightwish, onde a lacração tomou o lugar do talento dessas duas bandas, uma tristeza.

Eu gosto de ambas as bandas, mas esses dois CD's, para comprar, foi com um esforço para não torcer o nariz e a carteira, imenso, devido à discografia completa do WT, que foi um custo montar, e estabelecer uma seqüência com o Nightwish, o que pesou na compra de ambos, mais até do que a ruindade mostrada pelas duas bandas.

Chega de embromação e vamos aos CD's. Resist já começa capenga com uma melodia tão ridícula na primeira faixa, The Reckoning, e com uns arranjos feitos nas coxas que nem dá vontade de terminar a faixa e ainda, quando entra Jacoby Shadix, da ridícula Papa Roach, é quando você pensa em parar de ouvir e guardar o CD logo em seguida, mas você tem que escutar ou para gostar ou para detestar. Ir na onda de quem gostou ou detestou te torna um alvo fácil para quem ouviu e ou gostou ou detestou isto.

A faixa que abre o CD Resist já engana, porque no que parece ser uma boa melodia de abertura, ela dá uma virada de cento e oitenta graus e lá vamos para uma música chata, sem sal, onde se salva tão somente a voz de Sharon Adel.E eu, que ainda não achei o metal sinfônico da banda nesta faixa, mas vai que eu ainda encontro neste CD algo do tipo.

A Endless War é uma faixa chata, sem graça e que não empolga e depois vamos para Raise Your Banner, onde a banda participa do clipe parecendo replicante, provavelmente defendendo os ilegais, aqueles que tocam o terror na Europa, com gangues de estupro. Muitos efeitos de teclado e pouquíssima personalidade nesta faixa, cruzes.

Supernova é pop até dizer chega, mas sabe aquele pop sem graça e sem vida? É Supernova, muito aquém do que a banda pode criar. Que puxa.

Firelight é tão chata, tão arrastada que ao ouvi-la você pode acabar entrando em depressão. 

E por aí vai até a Trophy Hunter, onde eles tentam até soar como antigamente, mas depois do estrago já feito, é melhor fechar a conta e passar a régua.

Para uma banda, tão inspirada nas composições e com músicas elaboradas com afinco, este CD é uma tristeza.

E com o Nightwish, bem, esse Human II Nature é de regular para ruim, porque, quando você acha que o CD decolará a partir de Noise, bem, pode tirar o cavalo da chuva, porque a banda estacionou e não decolou. Aquelas composições cheias de vida, brio e garra dos CD'S anteriores estão completamente ausentes deste novo lançamento dos finlandeses ( Endless é muito superior). Music é uma boa faixa, onde Floor Jansen mostra que é uma baita duma cantora lírica e Noise é puro Nightwish, mas parou aí. Pan é muito mais ou menos e o resto das faixas segue esta mesma linha meia bomba do CD, onde o compositor Tuomas deixou o seu lado criativo de castigo e entregou o mais fraco álbum da banda até hoje. Não vou nem falar do segundo CD, de tão chato e enfadonho que é.







quarta-feira, 17 de junho de 2020

Delain - Apocalypse and Chill



Os holandeses do Delain não sabem ficar parados e após o lançamento do EP Hunter's Moon, eles presenteiam os seus fãs com seu mais novo CD, o primeiro sem a guitarrista Merel Bechtold, que entrega o mesmo metal sinfônico característico da banda, destacando as músicas One Second, com os vocais rasgados do guitarrista Timo Sommers contrastando com a voz delicada de Charlotte Wessels, a pesada Vengeance, a balada Ghost House Heart e a bombástica Masters of Destiny, que gerou o primeiro clipe do EP acima citado.

Se o apocalipse chegar amanhã, ficamos calmos e ouvindo mais um bom lançamento desta banda.







quarta-feira, 3 de junho de 2020

Kamelot - I am The Empire- Live.

Depois de mais de dez anos, a banda norte americana de heavy metal Kamelot anunciou o seu mais novo trabalho ao vivo, I Am the Empire- Live From the 013, com lançamento para o dia 14 de Agosto.


domingo, 12 de abril de 2020

Ayreon - Electric Castle and Other Tales



Em 2018, a primeira ópera rock do Ayreon, projeto do multi-instrumentista holandês Arjen Lucassen completou 20 anos e é neste espírito que foram realizados quatro shows, nos dias 13 a 15 de setembro na cidade de Tilburg, na Holanda, sendo dois deles feitos no mesmo dia, além de serem apresentadas algumas músicas de outros projetos de Arjen, como Stream of Passion e Star One.

Retornam para este espetáculo Anneke Van Giersbergen ( VUUR, Ex The Gathering) como a Egípcia, Damian Wilson ( Headspace, Maiden United, Ex-Threshold) como o Cavaleiro, Fish, que já cantou na banda Marillion como Highlander, Edwin Balogh como o Romano e Edward Reekers como o Homem do Futuro e George Oosthoek e Mark Jansen, no lugar de Robert Westerholt (Within Temptaion) como a Morte, além de Arjen como o Hippie e se juntando ao elenco, Simone Simons, da banda Épica, como a India,  personagem que já foi de Sharon Den Adel ( Within Temptation, My Indigo) e a participação exemplar de John de Lancie, o Q de Jornada nas Estrelas: Nova Geração como o Narrador, papel que já foi de Peter Daltrey.

O show segue a travessia de oito pessoas que foram retiradas cada uma de suas épocas para realizar uma travessia até o Castelo Elétrico e as agruras que passaram para chegar lá e isto é contada com maestria pelos cantores e pelo time de instrumentistas, como Ed Warby, que já está no time de Arjen desde o Electric Castle de 1998,  Ferry Duijsens ( VUUR),  Marcel Singor ( KAYAK) e Bob Wijtsma ( Ex-Libris) nas guitarras, Ben Mathot no violino, Jurian Weterveld no Cello e Thijs van Leer (FOCUS) na flauta e Johann Van Stratum no baixo, além do braço direito de Arjen, Joos Van den Broek nos teclados.

Após o final da primeira parte, aí é só curtir músicas do Ambeon, Stream Of Passion, The Gentle Storm e encerrando com Songs of The Ocean do Star One Space Metal. Que venha outra ópera rock de Arjen ao vivo para deleite dos fãs, inclusive deste que vos escreve.