Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante
Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante
terça-feira, 17 de novembro de 2020
Com o que se revoltou a banda Revolta?
segunda-feira, 28 de setembro de 2020
Kamelot- I am The Empire- Live from the 013
A banda norte-americana Kamelot já estava devendo aos seus fãs, desde 2006, época do excelente One Cold Winter Night, um novo lançamento ao vivo, e eis que, em 14 de Agosto de 2020, a espera acabou. O show foi gravado em setembro de 2018, no Poppodium 013, que já foi palco do mais show do Ayreon, e que contou com uma produção fantástica e convidados de primeira linha como Sascha Paeth, que também marcou presença em One Cold, Lauren Hart ( Once Human), Elize Ryd ( Amaranthe), Charlotte Wessels ( Delain), Alissa White-Gluz, o quarteto de cordas Eklipse e Thomas Dalton Youngblood, na música Burns to Embrace, fazendo parte do coro infantil Burns to Embrace, que ainda conta com Yenthe Bruers, Zahr Backbier, Tim Marinus e Flo Spierings. Com todos esses convidados para lá de especiais, Tommy Karevik (Vocal), Thomas Youngblood ( Guitarras), um insano Sean Tibbets no Baixo, Oliver Palotai ( Teclados) e Alex Landenburg ( Bateria) entregam aos fãs ali presentes e aos que adquiriram este senhor lançamento uma performance estupenda, destacando Phantom Divine, Rule the World, Insomnia, My Confession, com o quarteto Eklipse, a belíssima balada Under Grey Skies, num lindo dueto de Tommy Karevik com Charlote Wessels, March of Mephisto, que conta com uma introdução sinistra de Elize Ryd, Charly Klauser e Linda Laukamp nos primeiros acordes da música, onde Karevik nada fica devendo a seu antecessor, Roy Khan, e ainda divide o palco com uma mortífera Alissa White Gluz, com quem ainda repete o dueto em Liar, Liar ( Wasteland Monarchy) e Sacrimony ( Angel of Afterlife), que conta com Karevik, Gluz e Ryd, numa performance de cair o queixo. O tradicional solo de bateria ainda é complementado com um senhor solo de teclado por parte do Sr. Simone Simons, Oliver Palotai. Este lançamento, além de ter uma lacuna de mais ou menos quatorze anos com o antecessor, One Cold, e é também o primeiro registro oficial da banda com Karevik nos vocais, onde está desde 2012, e de Landenburg na bateria e é um senhor registro para matar saudades desta que é uma das melhores bandas de metal do mundo. Desde já, um dos melhores ao vivo deste ano.
Quem lacra não faz um bom CD
A onda agora é lacrar, é parecer ambiental-social alguma consciente, destilando toda a sua falsa superioridade em cima dos incautos e incultos seres comuns que não são artistas, porque o artista é o verdadeiro iluminado de vitrine.
A egotrip segue para a composição das músicas que formam um CD e isso vemos no Resist do Within Temptation e no Human II Nature do Nightwish, onde a lacração tomou o lugar do talento dessas duas bandas, uma tristeza.
Eu gosto de ambas as bandas, mas esses dois CD's, para comprar, foi com um esforço para não torcer o nariz e a carteira, imenso, devido à discografia completa do WT, que foi um custo montar, e estabelecer uma seqüência com o Nightwish, o que pesou na compra de ambos, mais até do que a ruindade mostrada pelas duas bandas.
Chega de embromação e vamos aos CD's. Resist já começa capenga com uma melodia tão ridícula na primeira faixa, The Reckoning, e com uns arranjos feitos nas coxas que nem dá vontade de terminar a faixa e ainda, quando entra Jacoby Shadix, da ridícula Papa Roach, é quando você pensa em parar de ouvir e guardar o CD logo em seguida, mas você tem que escutar ou para gostar ou para detestar. Ir na onda de quem gostou ou detestou te torna um alvo fácil para quem ouviu e ou gostou ou detestou isto.
A faixa que abre o CD Resist já engana, porque no que parece ser uma boa melodia de abertura, ela dá uma virada de cento e oitenta graus e lá vamos para uma música chata, sem sal, onde se salva tão somente a voz de Sharon Adel.E eu, que ainda não achei o metal sinfônico da banda nesta faixa, mas vai que eu ainda encontro neste CD algo do tipo.
A Endless War é uma faixa chata, sem graça e que não empolga e depois vamos para Raise Your Banner, onde a banda participa do clipe parecendo replicante, provavelmente defendendo os ilegais, aqueles que tocam o terror na Europa, com gangues de estupro. Muitos efeitos de teclado e pouquíssima personalidade nesta faixa, cruzes.
Supernova é pop até dizer chega, mas sabe aquele pop sem graça e sem vida? É Supernova, muito aquém do que a banda pode criar. Que puxa.
Firelight é tão chata, tão arrastada que ao ouvi-la você pode acabar entrando em depressão.
E por aí vai até a Trophy Hunter, onde eles tentam até soar como antigamente, mas depois do estrago já feito, é melhor fechar a conta e passar a régua.
Para uma banda, tão inspirada nas composições e com músicas elaboradas com afinco, este CD é uma tristeza.
E com o Nightwish, bem, esse Human II Nature é de regular para ruim, porque, quando você acha que o CD decolará a partir de Noise, bem, pode tirar o cavalo da chuva, porque a banda estacionou e não decolou. Aquelas composições cheias de vida, brio e garra dos CD'S anteriores estão completamente ausentes deste novo lançamento dos finlandeses ( Endless é muito superior). Music é uma boa faixa, onde Floor Jansen mostra que é uma baita duma cantora lírica e Noise é puro Nightwish, mas parou aí. Pan é muito mais ou menos e o resto das faixas segue esta mesma linha meia bomba do CD, onde o compositor Tuomas deixou o seu lado criativo de castigo e entregou o mais fraco álbum da banda até hoje. Não vou nem falar do segundo CD, de tão chato e enfadonho que é.
quarta-feira, 17 de junho de 2020
Delain - Apocalypse and Chill
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Kamelot - I am The Empire- Live.
domingo, 12 de abril de 2020
Ayreon - Electric Castle and Other Tales
Em 2018, a primeira ópera rock do Ayreon, projeto do multi-instrumentista holandês Arjen Lucassen completou 20 anos e é neste espírito que foram realizados quatro shows, nos dias 13 a 15 de setembro na cidade de Tilburg, na Holanda, sendo dois deles feitos no mesmo dia, além de serem apresentadas algumas músicas de outros projetos de Arjen, como Stream of Passion e Star One.
Retornam para este espetáculo Anneke Van Giersbergen ( VUUR, Ex The Gathering) como a Egípcia, Damian Wilson ( Headspace, Maiden United, Ex-Threshold) como o Cavaleiro, Fish, que já cantou na banda Marillion como Highlander, Edwin Balogh como o Romano e Edward Reekers como o Homem do Futuro e George Oosthoek e Mark Jansen, no lugar de Robert Westerholt (Within Temptaion) como a Morte, além de Arjen como o Hippie e se juntando ao elenco, Simone Simons, da banda Épica, como a India, personagem que já foi de Sharon Den Adel ( Within Temptation, My Indigo) e a participação exemplar de John de Lancie, o Q de Jornada nas Estrelas: Nova Geração como o Narrador, papel que já foi de Peter Daltrey.
O show segue a travessia de oito pessoas que foram retiradas cada uma de suas épocas para realizar uma travessia até o Castelo Elétrico e as agruras que passaram para chegar lá e isto é contada com maestria pelos cantores e pelo time de instrumentistas, como Ed Warby, que já está no time de Arjen desde o Electric Castle de 1998, Ferry Duijsens ( VUUR), Marcel Singor ( KAYAK) e Bob Wijtsma ( Ex-Libris) nas guitarras, Ben Mathot no violino, Jurian Weterveld no Cello e Thijs van Leer (FOCUS) na flauta e Johann Van Stratum no baixo, além do braço direito de Arjen, Joos Van den Broek nos teclados.
Após o final da primeira parte, aí é só curtir músicas do Ambeon, Stream Of Passion, The Gentle Storm e encerrando com Songs of The Ocean do Star One Space Metal. Que venha outra ópera rock de Arjen ao vivo para deleite dos fãs, inclusive deste que vos escreve.



