Comparações são, quase sempre, inevitáveis. É Metallica versus Maiden, Flamengo e Vasco, e por aí vai. O ser humano, para validar ou tentar validar, recorre a este tipo de recurso para ganhar uma discussão onde o seu ponto de vista prevaleça.
Quando a discussão sobre quem é o melhor ou se determinado vocalista é bom ou simplesmente é uma ruindade desprezível e que nem merece atenção alguma, se tem ou não raça e amor no que faz e etc. Às vezes, até mesmo usa de algum artista cujo talento é inegável e estupendo para simplesmente encerrar o mais rápido possível esta partida do campo da conversa, para sair consagrado com a medalha de ouro da mesa de conversas e afins.
O problema é quando o outro lado não aceita e saca uma carta de igual valor ou vai pra cartilha da popularidade, o que nunca é sinônimo de talento ou de habilidade vocal ou instrumental e sai pela tangente com " ah, mas fulano ou fulana vendeu CD pacas." O troco não tarda com " Fulano ou fulana não canta com vida, só recita" e por aí vai.
Não é uma questão de mostrar que o seu ponto de vista é o melhor e sim de vencer a discussão e nesses tempos chatos e de gente fresca pra cacete, a discussão sadia pode virar uma sessão de vitimismos com aquela clássica de " se não gostou é porque não entendeu ou não escutou direito", como se fosse obrigação de gostar de algo. Aí acabou as comparações e entrou o não concordo porque não, com a batição de pé clássica.
Comparações, quando usadas por pessoas sem as frescuras do pessoal chato e chorão dos dias de hoje é agradável e até dá pra dar umas risadas e o clima fica agradável, mas quando entra os malas da linha anterior, você simplesmente quer mandá-los pro maternal mais próximo.
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