Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Comparações

Comparações são, quase sempre, inevitáveis. É Metallica versus Maiden, Flamengo e Vasco, e por aí vai. O ser humano, para validar ou tentar validar, recorre a este tipo de recurso para ganhar uma discussão onde o seu ponto de vista prevaleça.

Quando a  discussão sobre quem é o melhor ou se determinado vocalista é  bom ou simplesmente é uma ruindade desprezível e que nem merece atenção alguma, se tem ou não raça e amor no que faz e etc. Às vezes, até mesmo usa de algum artista cujo talento é inegável e estupendo para simplesmente encerrar o mais rápido possível esta partida do campo da conversa, para sair consagrado com a medalha de ouro da mesa de conversas e afins.

O problema é quando o outro lado não aceita e saca uma carta de igual valor ou vai pra cartilha da popularidade, o que nunca é sinônimo de talento ou de habilidade vocal ou instrumental e sai pela tangente com " ah, mas fulano ou fulana vendeu CD pacas." O troco não tarda com " Fulano ou fulana não canta com vida, só recita" e por aí vai.

Não é uma questão de mostrar que o seu ponto de vista é o melhor e sim de vencer a discussão e nesses tempos chatos e de gente fresca pra cacete, a discussão sadia pode virar uma sessão de vitimismos com aquela clássica de " se não gostou é porque não entendeu ou não escutou direito", como se fosse obrigação de gostar de algo. Aí acabou as comparações e entrou o não concordo porque não, com a batição de pé clássica.

Comparações, quando usadas por pessoas sem as frescuras do pessoal chato e chorão dos dias de hoje é agradável e até dá pra dar umas risadas e o clima fica agradável, mas quando entra os malas da linha anterior, você simplesmente quer mandá-los pro maternal mais próximo.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Royal Hunt- 2016- 25th anniversary



A banda dinamarquesa Royal Hunt conta com 25 anos de atividade e esta data não passou em branco, porque no dia 2 de abril de 2016 eles realizaram um show em Moscou, Rússia e daí saiu o CD duplo e DVD / Blu Ray 2016 Live.

Os artistas, neste show, fazem um ligeiro apanhado de sua carreira no set list apresentado neste lançamento e como quem sabe faz ao vivo, eles não desapontam de maneira alguma.

A banda, capitaneada por André Andersen, principal compositor, transita entre o metal progressivo, o hard rock, o AOR e sempre com grande competência e entrega no palco, como atesta o público moscovita.

Quem quiser conhecer um pouco desta excelente banda, este lançamento é uma grande pedida.

Direitos reservados ao autor da obra
@Leonardo de Abreu dos Santos







terça-feira, 13 de junho de 2017

CD X Arquivo de audio

Eu sempre comprei CD e provavelmente comprarei CD, porque curto demais olhar o folheto, ler as letras, ver os detalhes da produção e os agradecimentos dos artistas que gravaram tal obra.

É algo irrestrito e que você pode até escutar no PC e passar, através de um dado programa, para um dispositivo móvel.

O CD pode ser transportado para qualquer aparelho de som, tenha ele ou não uma porta USB ou um Blacktooth, ou seja, sem restrição.

Os arquivos digitais, pagos ou não, não possuem tal ausência de restrição. Eles podem ser ligados a determinado dispositivo ou não, mas somente funcionarão em aparelhos que tenham ou porta USB ou Blacktooth, demonstrando uma imensa restrição no quesito audição através de um aparelho que não tenha estas ferramentas.

Agora mesmo estou ouvindo Underworld, da banda Symphony X, no drive de DVD /CD do meu PC. Eu comprei este CD e o passei para o Itunes e, por fim, para o meu Ipod, mas o CD será ouvido em um som comum, no PS3 ou até mesmo neste PC de onde saiu este comentário. A absorção tecnológica está tão abrasiva que até mesmo a desculpa de "arrumar espaço" vira uma poderosa ferramenta de uma imersão tecnológica absurda, em detrimento de uma simples diversão.

Os arquivos digitais que são pagos ajudam o artista a sobreviver, mas aqueles que vem de Torrents não e este é o principal perigo para as bandas que começam agora. Como poderão subsistir se o suor do trabalho deles é espalhado de maneira tão abrangente, através de um simples pen drive USB? já o CD atrapalha um pouco tal prejuízo, que é causado pelos CD's graváveis, que é mais difícil de ser passado de mão em mão que um pen drive.

Sempre preferirei o CD, porque é a maneira mais livre de se apreciar a boa música, enquanto que os arquivos digitais são restritos demais e a um dado aparelho ou dispositivo.