Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Volatibilidade metalica

A boa música, embora tenha no Maiden e no Judas Priest dois dos maiores expoentes, nunca sossegou ou estagnou-se, sendo o mais volátil estilo musical que já tive o prazer de ouvir.

Este estilo ramificou-se em diversos outros e a qualidade não diluiu, de uma maneira geral, com algumas exceções que não serão mencionadas agora. As bandas de outras ramificações, como Dream Theater, Threshold, Testament, Metallica, Symphony X, Nightwish, Within Temptation, entre outras, lançam CD's com qualidade impar, fazem shows espetaculares, onde mostram que a máxima " quem sabe faz ao vivo" cai sobre eles como uma luva.

Exemplos não faltam, como Let Us Burn, do WT, Vehicle of Spirit do Nightwish, European Journey do Threshold, Live on the Edge of Forever, do Symphony X, Live on Earth do projeto Star One e The Theater Equation, do Ayreon, entre tantos outros. Estes registros ao vivo servem para provar, sem sombra de dúvida, que o metal é naturalmente incansável e que no palco as bandas são ainda mais precisas e as músicas mais contagiantes.

A banda que é a mais incansável e que não se encaixa em estilo algum, sendo bem volátil, é a norte-americana Kamelot, capitaneada pelo guitarrista Thomas Youngblood. onde cada música de um dado CD, como Haven, por exemplo, não segue uma fórmula ou estilo definido e se dedica em presentear o fã com o melhor som possível que a banda possa fazer. My Therapy é espetacular.

O artista holandês Arjen Lucassen, de Ayreon e Star One, não se limita apenas ao progressivo e sim o sua como espinha dorsal de alguma de suas canções, como em liquid eternity, do CD 01011001 e Perfect Survivor, música baseada no filme Alien-8ºpassageiro, mostram o quanto este instrumentista também não se limita nas suas composições a um determinado estilo.

Que o metal sempre seja volátil, incansável e que mais bandas sejam ainda mais imprevisíveis e mais prazerosas de assistir ao vivo.


Direitos reservados ao autor da obra
@Leonardo de Abreu dos Santos

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Death Metal e o tédio

Eu fui dar uma olhada no youtube alguns vídeos de death metal, já que leio tanto que é uma brutalidade bem feita, bandas talentosas, Bolt Thrower é o máximo e etc. Então a curiosidade simplesmente me deu um esporro federal ao fazê-la assistir uma das piores coisas que já tive o desprazer de ouvir, o defi metal. este dito " estilo" é de uma pobreza sonora inigualável, ao ser uma esporreira sem vida alguma, sem arranjo, sem alma , sem nada. Um vídeo somente já serve para lhe dar um enjôo fenomenal.

Eu não vejo nada de especial neste estilo e escrevo este comentário escutando Testament, um dos ícones do Thrash e lá está alma, vida e arrojo desta banda, onde nenhuma música soa igual a outra, onde há um pouco de harmonia no peso, o que não existe no death metal. Para mim, é o pior estilo dentro do metal.

Não existe nada por trás da dita brutalidade, exceto um grande vazio que não empolga e não dá vontade alguma de bater cabeça, como dá em Engines of Hate, do Nevermore, ou Disciples of the Lie, do Iced Earth.

Se dizem que o death metal empolga, é porque vive num tédio sem tamanho.



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@Leonardo de Abreu dos Santos