Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Once and Future King- II




O rock sempre surpreende diante da originalidade de seus artistas e a  conclusão da ópera rock Once and Future King não foi diferente.

Neste segundo CD, Gary Hughes optou por um direcionamento um pouco mais pesado, com as guitarras mais pesadas do que o antecessor e ainda adicionou mais cantores aos que já contava em Once and Future King I, como DC Cooper, Doogie White e Sabine Edelsbacher, entre outros. Sim, há músicas mais cadenciadas, embora algumas sejam mais pesadas e outras estejam mais redondas, o encanto presente na lenda do Rei Arthur está neste CD, representada por uma inspiração extraordinária de Hughes, na criação das letras, que nos remetem ao cenário da lenda, ao conflito com Mordred e Morgana e a traição de Lancelot e Guinevere, além dele mesmo cantar com muita personalidade. 

Irene Jansen e Lana Lane não deixam a peteca cair ao voltar aos seus papéis, mas quem realmente se destaca neste CD é a dupla Bob Catley e Sabina Edelsbacher, como Merlin e Nimue, respectivamente, na faixa Believe Enough to Fight.

Hard Rock /AOR de primeira qualidade.


Direitos reservados ao autor da obra
@Leonardo de Abreu dos Santos



sábado, 23 de janeiro de 2016

Once and Future King- Parte I




Este CD, com músicas compostas por Gary Hughes ( Ten, Ayreon) foi inspirado na lenda do Rei Arthur e é uma Ópera Rock que conta com nomes como Damian Wilson, Arjen Lucassen, Lana Lane entre outros, que interpretam alguns dos personagens que fazem parte da lenda em torno desta figura, seja ela histórica ou apenas lendária, tendo o próprio Hughes como o Rei Arthur e Lana Lane, com uma performance belíssima, como Guinevere. As melodias são empolgantes, os refrões foram criados para remeter a uma determinada parte da lenda, seja quando a Excalibur é encontrada ou quando Arthur torna-se rei da bretanha, junto de Guinevere, a sua rainha, que, aliás, é uma das mais belas canções deste CD.

Bob Catley ( Magnum, Avantasia) entra como Merlin e a sua segurança na interpretação e na vocalização do seu personagem é contagiosa, tanto que contagia outros cantores que só tinham participado de um determinado projeto ou show, como foi o caso de Irene Jansen, irmã de Floor Jansen, hoje no Nightwish, que canta a parte em que a meia irmã de Arthur, Morgana, entra em cena como inimiga dele, pois a moça demonstra uma segurança e desenvoltura enormes e uma voz agressiva, bela e firme, com tons melodiosos, diante de uma música tão agressiva como Shapeshifter.

Esta é uma Ópera Rock que foge do comum, com artistas inspirados, músicas envolventes e uma lenda imortal. Uma combinação que não tinha como dar errado e que, realmente, não deu.


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@Leonardo de Abreu dos Santos



sábado, 16 de janeiro de 2016

Angra-Orgulho nacional com muita boa música ainda por vir

Esta banda de heavy-metal brasileira está na estrada faz 24 anos e só dá alegria ao Brasil, não só pela perseverança de seus dois guitarristas, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro ( Parabéns pelo seu ingresso no Megadeth), mas pela incrível sorte, derivada dessa incansável busca em continuar, se aperfeiçoar e melhorar a cada CD, ainda que enfrente alguns tropeços e até mesmo quedas pelo caminho.

Mas, nessa terra onde o que dá certo são as mediocridades de axé, pagode e funk, além de umas bou bands safadas e cheias de playback pra dar, o Angra conseguiu o seu merecido sucesso antes na Europa e no Japão, antes de conseguir em sua terra natal, o que, imagino, deve ter sido um tanto entristecedor, mas nada que desanimasse o ímpeto destes guerreiros brazucas, ao divulgar o metal brasileiro em terras estrangeiras, o que lhes dá mais um ponto ou até mesmo mil, diante do amor e paixão em tocar a música que tanto amam.

No DVD Angels Cry 20 TH Anniversary Tour, lá estavam eles, novamente, tocando metal, de maneira excelente, diga-se de passagem e com uma platéia brasileira, em solo brasileiro, no HSBC Arena de São Paulo, com convidados especiais, uma platéia pra lá de animada e os músicos então com uma alegria indescritível, porque completaram 24 anos de carreira e à época foram 20 anos do seu primeiro álbum, Angel's Cry, que é o pontapé inicial desta espetacular carreira ( Quem não tem, compre e curta).

Em 2015 sai o CD Secret Garden, com participações especiais de Doro Pesch e Simone Simons, que engrandecem este lançamento, que possui músicas empolgantes e com uma dupla de guitarristas pra lá de entrosada e bem da inspirada, com um tremendo dum vocalista na pessoa de Fabio Lione e a estreia do baterista Bruno Valverde.

No Rock and Rio de 2015, para mim, aconteceu uma injustiça, pois o palco sunset deixou de ser o palco pro Angra se apresentar, por eles serem os principais expoentes do metal brasileiro e diante disso eram eles que tinham de estar no palco mundo, antes de Motley Crue e Metallica, e não duas das 4 chatices da noite, Gojira e Royal Blood, que eram ruins demais para estar em palco de tamanha evidência como era o Mundo no Rock in Rio, porque já passou da hora de eles estarem no palco mundo.

Secret Garden, compre, curta, vale a pena.Eu já tenho o meu.


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RIP David Bowie- 08/01/1947- 10/01/2016

Descanse em paz, David Bowie e aproveite pra fazer um tremendo dum show com  Lemmy no céu, pra desespero de São Pedro.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Arjen Anthony Lucassen- Talento inabalável

O produtor, compositor e multi-instrumentista holandês Arjen Anthony Lucassen é um incansável artista do rock/metal contemporâneo, responsável por alguns dos melhores CD's de metal progressivo e rock que eu já tive o prazer de ouvir, como Into the Electric Castle, Star One Space Metal, 01011001 e o ao vivo Star One Live on Earth.

Dono de um dom pra compor músicas pesadas e proporcionalmente progressivas, ora melódicas, ora progressivas de extremo bom gosto, este músico está em atividade desde 1980 e nunca parou ou se deu por vencido, não importam as dificuldades pelas quais ele passe e, segundo a wikipedia, com uma lesão grave no cotovelo, ele não atrasou o lançamento de The Theory of Everything, um excelente album duplo que conta, entre outros, com Cristina Scabbia, Tommy Karevik e Steve Hackett, entre outros, e é o primeiro que eu ouvi e que conta com 44 faixas, 22 em cada CD, todas com uma carga progressiva e melódica estupenda, além de uma vocalização espetacular dos envolvidos, especialmente de Karevik, que mostrou a que veio meste CD e realmente consolidou-se como uma excelente escolha pro Theory.



Em 2015 ele juntou-se com a cantora holandesa  Anneke van Giersbergen e dessa parceria saiu o projeto The Gentle Storm, cujo CD, The Diary, é dividido em duas fases, a calmaria e a tempestade, sendo a primeira um tom mais acústico, mais calmo, daí a parte da calmaria e na segunda, a tempestade, já entram as guitarras, de uma maneira mais melódica, introspectiva, mas nunca apática, num perfeito amálgama com a voz de Giersbergen.


Ainda que prefira os amuletos, metallica, maiden, dream theater, entre outros, dá uma conferida no trabalho deste artista e curta cada segundo, pois o seu talento e dom pra perfeita fusão entre o metal e o progressivo é insubstituível.




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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Detonautas e Tico Santa Cruz- Quando a mediocridade alça vôo.

A banda detonautas encontra-se em atividade, infelizmente, desde 1997 e é oriunda do estado do Rio de Janeiro, aquele ente da federação que elevou o mentecapto funk a patrimônio cultural do estado.

Com seus arranjos primários, um vocal básico, uma ou um par de guitarras de uma ruindade só tamanha é a sua falta de tudo, inclusive de sangue, esta dita banda espantosamente encontra-se, segundo a wikipedia, ainda em atividade, ainda que não exista nada de especial e sim de muito comum, sem absolutamente nenhum destaque individual num grupo em que ninguém se sobressai, não tem talento, músicas insípidas ou insossas e ainda tenta tocar um hardcore muito do meia boca e ainda há o registro que ainda continua em atividade e que lançou um CD duplo, infelizmente. Como aqui no Brasil a porcaria é que é valorizada, é até compreensível que esta nulidade fonográfica ainda consiga vender CD's.

Já o cidadão citado no título nem é um vocalista, é só um cantorzinho sem pique, sem personalidade na hora de cantar, parece que está conversando com alguém e está de saco cheio da conversa que ele mesmo começou, repetindo a mesma fórmula das bandas daqui de emocore, uma voz de choro, uma espécie de "meu mundo caiu, hora de chorar."

Se essas coisas são uma banda e um cantor, então o rock brasileiro encontrou o seu fim.


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sábado, 2 de janeiro de 2016

Black Metal- Um estilo niilista e prejudicial ao ser humano

O Black Metal, um sub gênero do heavy metal e parte integrante do metal extremo é um estilo extremamente destrutivo e nocivo ao ser humano, devido a sua mensagem negativa, a pregação do satanismo como filosofia de vida e aos crimes a ele ligados, como, por exemplo, o incêndio de igrejas cristãs.

Maquiagem de cadáveres, por sangue em seus corpos e destilar o ódio que o Inimigo tem do cristianismo, assassinato e suicídio, além de uma porcaria de música, fazem parte de um estilo composto com bandas inaptas a tocar, sem técnica e que se juntam para ou propagar a filosofia de auto destruição do ser humano, de que tudo é somente dor e agonia e esta vida não vale a pena ser vivida e que o fim é o melhor caminho fazem parte de toda a indumentária deste gênero desnecessário do metal, que acha que assassinos como Varg Vikernes e Jon Nodveidt são o máximo e não dois indivíduos infelizes e auto destrutivos. 

Ignorar o lançamento de quaisquer CD's de estilo e destes dois indivíduos é a melhor coisa a ser feita.



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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

2016- Um ano que promete.

2016 será um ano que promete. O novo CD do Megadeth, Dystopia, Iron Maiden no Rio de Janeiro, Avantasia : Ghostlights e um registro ao vivo da turnê final do Motley Crue, conforme link a seguir, direto do site oficial da banda, entre outras coisas vindouras.

http://www.motley.com/motley-crue-to-release-full-length-live-concert-film-of-final-performance/

Haja carteira.



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Metal Extremo- A mediocridade dentro do metal

Para mim, o metal é um dos estilos mais dinâmicos que existe e é graças a este estilo que temos Iron Maiden, Metallica, Symphony X, Threshold, Ashes of Ares e por aí vai.

Infelizmente, este dinamismo inquieto produz a maior manifestação da mediocridade dentro deste estilo, que é o metal extremo, que é uma dada música , composta por uma determinada banda deste estilo, que tem nada mais e nada menos que uma velocidade absurda e uma brutalidade que é composta por absolutamente nada, só um determinado e inclemente espancamento do instrumento que o indivíduo componente da banda toca. Não há vida neste segmento do metal, não há sangue dentro da banda, só uma formula comum e padronizada de tocar o mais rápido e brutalmente possível, mas sem um conteúdo por trás de toda a velocidade e brutalidade, deixando visível dentro de todas as "camadas" de composição que eles dizem criar uma grande linha da morte, uma estagnação escondida entre toda aquela brutalidade sonora que é enfadonha e extremamente estéril.

Num absoluto vácuo sonoro que é o metal extremo, é até espantoso que este estilo tenha venda de material associado ao estilo, diante de seu mais perceptível e gritante vazio criativo.



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