Blog a prova da mediocridade fonográfica reinante

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domingo, 18 de março de 2018

Épica ao vivo- Simpatia e categoria

Eu nunca ouvi nada da banda holandesa de metal sinfônico Épica, embora já tenha lido uma ou duas linhas sobre eles. Convencido por amigos, fui ao Circo Voador para assistir ao show dos holandeses, que faz parte de sua mais nova turnê, The Ultimate Principle, completamente na orelhada.

Enquanto aguardava o show, no teste do gelo seco ( ou do que quer que fosse que usassem), o público, empolgado e impaciente, já gritava pela banda. E logo que a banda composta Mark Jansen ( guitarra e gutural), Simone Simons ( Vocal), Isaac Delahaye ( Backing Vocals e Guitarra), Coen Janssen( Teclados), Rob Van der Loo (Baixo) e Ariën Van Weesenbeek ( Bateria) adentraram o palco, aquela alegria represada foi toda liberada quando começaram os primeiros acordes.

Mark Jansen sabe perfeitamente mesclar as partes sinfônicas com as partes do metal, numa combinação bonita pra caramba e Simone, bem, a moça é uma força vocal da natureza. Sua voz é bela e forte, um lírico suave, mas firme como rocha e é um perfeito contraste com o vocal "fera" de Jansen, além de uma simpatia ímpar. Coen Janssen não parava quieto, indo desde alguns pulos e ficar girando incansavelmente o teclado até mesmo com um chute de karatê. Um verdadeiro show a parte.

No final, um set de 14 músicas que mais pareceram 20. Caso eles voltem novamente ao Rio de Janeiro, lá estarei de novo, para prestigiar o excelente trabalho destes holandeses.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Rammstein- Bizarros e competentes

Eu confesso que, até assistir o DVD /Blu Ray Paris, da banda alemã Rammstein, nao sabia o quão bons estes alemães são, exceto por alguns clipes no Youtube, como Sonne e Du Hast e olhe lá.

O metal industrial por eles praticados é limpo, bem executado e há uma leve melodia em algumas de suas músicas, como em Asche Zu Asche, por exemplo. As influências de um shock rock estão lá, em Feuer Frei e as suas máscaras com lança-chamas acoplados, Mein Teil e a sua panela onde o tecladista Christian Flake é "assado" pelo vocalista Till Lindemann, que usa um microfone em formato de faca na hora de cantar esta música no palco, além, claro, de usar um pequeno lança-chamas ou um maior para fazer um "cozido" de Flake. Além, claro, dos colares rojões usados por Kruspe e Paul H. Landers.

Apesar da totalmente desnecessária apresentação simulada de uma sodomia sadomasoquista na apresentação da música Bück Dich, os bizarros alemães fazem um excelente metal que vale a pena acompanhar.